Caneta passada, rasteira dada: João Azevêdo já enfrenta fogo amigo

A ironia é inevitável. Mal a caneta mudou de mãos, a base já começou a se reorganizar, ou, para muitos, a se desfazer. O gesto de Aguinaldo Ribeiro deixa um recado claro: o novo arranjo de poder não será apenas institucional, mas também político e partidário, pouco importando quem estava no comando ou quem ficou pelo caminho.

Com o Progressistas ampliando seu espaço e o Partido Socialista Brasileiro perdendo um nome de peso, o episódio mostra o óbvio: fidelidade na política dura até aparecer uma oportunidade melhor.

E a oportunidade? Essa apareceu rápido.

Menos de 24 horas após João Azevêdo deixar o governo e abrir espaço para Lucas Ribeiro assumir, a primeira “rasteira” já veio forte, e com assinatura da própria base.

A ex-deputada, ex-prefeita e ex-secretária de Estado Pollyanna Werton, até então aliada fiel de João Azevedo, foi rapidamente puxada para o Progressistas. Sai do PSB sem muito drama, porque, no fim das contas, drama mesmo só fica para quem perde espaço.

Nos bastidores, o movimento foi visto como a primeira “rasteira” do novo cenário político. E não veio da oposição, veio de dentro de casa.

A família Ribeiro, agora ainda mais fortalecida com Lucas no comando do Estado, mostra que não pretende só governar, quer também mandar no jogo político. E, pelo ritmo, não vai esperar ninguém se acomodar.

Se esse foi o primeiro lance, já deu pra entender: a nova fase começou, e começou daquele jeito.

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