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Seduc intensifica diálogo sobre o ano escolar e estratégias de ensino com pais, gestores e imprensa

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A Secretaria de Educação de Campina Grande (Seduc) intensifica o diálogo com todos os setores da sociedade envolvidos e preocupados com o ensino público. Ontem, quarta-feira, 15, o secretário Rodolfo Gaudêncio, participou de uma reunião via videoconferência com gestores e pais de estudantes da Escola Municipal Padre Antonino, localizada no bairro Bodocongó. Cerca de 80 pais participaram da reunião, que contou ainda com gestores e uma psicóloga. 


A diretora da unidade escolar, Adriana de Sá, disse que a reunião foi muito positiva para engajar os pais no processo de aulas remotas. “O objetivo da reunião foi o engajamento das famílias no processo de aulas remotas. Pensamos em mostrar como estava sendo desenvolvido o nosso trabalho. Fomos a primeira escola a implantar as aulas e estamos desde o dia 1º de abril realizando as aulas. Inicialmente pelo WhatsApp e agora no Google Classroom. Pedimos a contribuição dos pais para avançar neste trabalho. Contamos com a presença de uma psicóloga que deu orientações sobre a importância da rotina e da preparação do ambiente para que o estudante sinta que continua em aula”, contou. 


Segundo a gestora, a presença do secretário Rodolfo Gaudêncio, foi essencial no diálogo com os pais. “A presença do secretário foi imprescindível, pois mostrou a seriedade do nosso processo. Os pais participaram muito e puderem esclarecer questões que ainda não estavam claras”, disse. 



Ano escolar e previsão de retorno das aulas 


O secretário Rodolfo Gaudêncio concedeu, também, entrevista ao vivo no Instagram de uma emissora de TV de Campina Grande. Um dos pontos abordados foi a previsão de retorno das aulas, ainda sem data definida. 


“É complicado determinar quando teremos condições de retornar. Tenho dito em conversas com pessoas do segmento, servidores da Educação e Ministério Público, que é preciso estar pronto para quando este momento vir a ocorrer, que aconteça em sua totalidade. Desejamos retornar o quanto antes. Pensamos que possa ser possível entre final de agosto e início de setembro. Mas esta não será uma decisão nossa, será uma decisão efetivamente da Saúde. Campina Grande tem trabalhado para ter condições de abertura. Verificamos uma redução na taxa de infectados por Covid-19, tivemos a abertura gradual do comércio e atividades econômicas, mas no âmbito nacional, todas as redes (de Educação) que anteciparam essa abertura tiveram problemas. Então o que estamos fazendo é discutir com os órgãos fiscalizadores para retornar com segurança”, explicou. 


Um dos questionamentos foi o comparativo das escolas com demais estabelecimentos, que já retornaram às atividades. “A relação entre outros estabelecimentos e escolas é diferente. Se pensarmos em Educação Infantil, temos um contato muito maior. A criança ela tem, por natureza, essa vontade de correr, brincar, abraçar. Como controlar isso de forma segura? Cabe às autoridades sanitárias definirem esse perfil. Nós temos casos aqui, de outras cidades e países, que fizeram abertura da educação e muito rapidamente precisaram retornar ao isolamento. Em nosso planejamento, prevemos estes cenários também, pois pode haver uma abertura que demande, logo em seguida, fechamentos pontuais. A educação pública tem muitas escolas, são 153 unidades entre escolas e creches. É diferente de uma escola particular. Nossa intenção é abrir, quando acontecer, de forma gradual, para sentir a evolução de abertura e depois ir ampliando. Temos que ter essa cautela para preservar a vida”, afirmou Rodolfo Gaudêncio. 


Apesar da adaptação do ano escolar, o secretário garantiu que este não será um ano perdido. “Não podemos dizer que o ano está perdido para a Educação. Foi muito difícil sofrer esse impacto que nos foi imposto. Tivemos que nos preparar sem condições para fazê-lo, de modo muito rápido, mas não podemos defender que o ano está perdido. Principalmente na educação pública, estamos lidando com pessoas que precisam que a educação faça parte de suas vidas. Não podemos defender que a educação está com o ano perdido. Temos ainda seis meses para lutar pela educação e para fazê-la acontecer”, garantiu o secretário.

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