De acordo com Balduíno, a redução do volume de água, provocada pela evaporação e pela falta de chuvas, associada ao aumento da concentração de peixes, tem contribuído para a diminuição do oxigênio no açude. O vereador destacou, no entanto, que nem todos os peixes morreram e que ainda há vida no manancial.
O parlamentar defendeu a atuação conjunta da União, do Governo do Estado e da Prefeitura de Campina Grande para a adoção de medidas efetivas que solucionem o problema de forma definitiva. Ele afirmou que há lançamento de dejetos e esgoto no Açude Velho, inclusive provenientes da Cagepa, o que agrava o cenário ambiental.
Balduíno Neto ressaltou a importância do Açude Velho como principal cartão-postal da cidade, destacando que o espaço gera lazer, turismo e qualidade de vida para a população. Ele lembrou que a última dragagem do açude ocorreu há décadas e que a Prefeitura possui um projeto de revitalização já elaborado, com recursos garantidos.
Entretanto, o vereador alertou que a revitalização só terá resultados concretos se vier acompanhada de tratamento adequado do esgoto no entorno do açude. Com base em sua experiência como construtor, Balduíno defendeu a implantação de, no mínimo, três caixas de captação de esgoto antes que os dejetos cheguem ao manancial, além de manutenção periódica dessas estruturas.
O parlamentar informou ainda que está elaborando projetos e requerimentos sobre o tema, que serão apresentados assim que o recesso legislativo for encerrado. Segundo ele, o enfrentamento da crise ambiental exige união entre vereadores da situação e da oposição, sem politização do debate.
Balduíno concluiu afirmando que o objetivo principal é preservar o Açude Velho e garantir a recuperação ambiental do espaço. “Não se trata de apontar culpados, mas de unir forças para resolver o problema e proteger um patrimônio histórico e ambiental de Campina Grande”, afirmou.



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