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A íntegra da transcrição da reunião entre Bolsonaro e os ministros, que teve sigilo retirado pelo STF

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a quebra de sigilo da reunião entre o presidente que Jair Bolsonaro e seus ministros, que ocorreu em 22 de abril, e divulgou um arquivo com a transcrição completa dos diálogos, citados pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro como prova de que Bolsonaro tentou interferir na direção da Polícia Federal para proteger sua família. Na reunião, o presidente xinga os governadores de São Paulo e do Rio de Janeiro ―a quem chama de “bosta" e estrume"―, ataca a imprensa e defende o armamento da população. “Eu estou armando o povo porque não quero uma ditadura”, diz. "Quero todo mundo armado. Povo armado jamais será escravizado”, afirma. Em outro momento, Bolsonaro sugere que os seus ministros ignorem os jornalistas: “A questão da imprensa. Eu acho que eu resumi hoje na frente do Palácio [da Alvorada] em vinte segundos: “Eu não vou falar com vocês, porque vocês não deturpam, vocês inventam, e potencializam.”

Estas e outras declarações de Bolsonaro e de seus ministros foram transcritas e divulgadas pelo STF, que divulgou a íntegra da reunião com uma nota explicativa: "Como a presente transcrição é focada em explicitar o conteúdo semântico das falas dos diálogos captados, não foram necessariamente detalhados ou apontados outros eventos acústicos como música de fundo, som proveniente de radiodifusão sonora e ruídos provenientes de manipulação de objetos, conversas paralelas sobre outros assuntos, por não possuírem pertinência com o objetivo da presente pericia.”, explica a Corte, em documento.

São 75 páginas de documento com a transcrição dos diálogos que ocorreram na reunião ministerial de 22 de abril, em Brasília, e informações explicativas do STF sobre as falas transcritas. Confira clicando aqui.


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