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“Crianças foram estupradas por três meses em escola de JP,” afirma promotora



Os adolescentes acusados de abusar sexualmente de crianças, dentro do Geo Tambaú, em João Pessoa, se revezavam nas funções de segurar, tampar a boca das vítimas e praticar os atos sexuais, conforme revelou a investigação tornada pública esta semana. Sob ameaça de serem espancados, dois meninos de 8 anos seguiam várias vezes para o banheiro, com hora marcada, durante o período das aulas, para encontrar com os agressores. As vítimas foram abusadas durante três meses, até que o crime foi descoberto. Outras duas possíveis vítimas estão sendo analisadas pelo Ministério Público. As informações foram repassadas pela da promotora da Infância Infracional, Ivete Arruda, e pela delegada Joana D’arc Sampaio, responsáveis pela investigação.

Os detalhes do crime foram revelados um dia após o vazamento para a imprensa, do processo que está sob segredo de Justiça. Segundo relatos da promotora Ivete Arruda e da delegada Joana D’arc Sampaio, os abusos foram descobertos após a professora de uma das vítimas notificar a mãe, para saber se o aluno estava com algum problema de saúde, porque ia muitas vezes ao banheiro, chegando a ir cinco vezes em uma única manhã. “Alguém a mando de determinado adolescente chegava junto da criança e dizia que em tal hora ela fosse ao banheiro e, se não fosse, seria espancada. Com medo, o garoto ia no horário marcado e o crime acontecia de forma sutil, sem alarde”, contou a promotora.

A primeira vítima contou em detalhes a violência que sofreu e apontou a existência de uma segunda vítima.

“Os acusados se revezavam. Em um momento um segurava a vítima e colocava a mão na boca para que não gritasse, enquanto o outro praticava os abusos. Em seguida invertiam as posições. Em depoimento, o menino disse que viu o sapato de outra criança, junto do sapato de um adulto e indicou que havia outra vítima. Conseguimos identificar a segunda vítima, que confirmou os abusos. Ouvimos as vítimas pelo menos umas cinco vezes e fizemos reconhecimento por duas vezes, com toda segurança para que elas não fossem vistas, trazendo inclusive pessoas de fora com perfil físico parecido, mas as vítimas foram precisas em apontar os acusados de forma repetida”, acrescentou a promotora.

Segundo a delegada Joana D’arc, os acusados praticaram todos os tipos de atos sexuais possíveis. “As vítimas relataram sexo oral, anal e diversas outras práticas. Porém é um tipo de abuso difícil de ser detectado, quando passa tempo após o ocorrido”, disse.

Para a promotora Ivete, a falta de prova técnica não fragiliza a acusação. “O relato das vítimas é de muita valia. A criança tem a inocência e a verdade, principalmente em um relato com detalhes e repetido de forma tão fiel, por várias vezes”, explicou.

Segundo a promotora Ivete Arruda, a investigação foi encerrada no dia 18 de dezembro e encaminhada à Vara da Infância e Juventude da Capital. “Nós não pedimos a internação provisória. Apenas relatamos o crime, pedindo a pena máxima, que é a medida socioeducativa de três anos. A decisão de internação provisória foi tomada dentro do processo judicial”, acrescentou.

Fonte: Primeiras Notícias

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