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UEPB: vice-reitor diz que medidas de contenção são irremediáveis



O vice-reitor da Universidade Estadual da Paraíba, Flávio Romero, afirmou que encara com naturalidade a decisão dos servidores técnico-administrativos da instituição, que aprovaram um indicativo de greve devido as medidas de contenção implantadas pela reitoria.

Em entrevista nesta terça-feira, 26, Flávio salientou que as medidas de contenção são preventivas e visam evitar uma insolvência total da instituição, destacando que a decisão se dá em face dos cortes de recursos feitos pelo governo do Estado.
– Nós estamos vivenciando na UEPB uma redução progressiva do orçamento nos últimos anos, que já vinha numa situação grave. O reitor já havia dito isso e previsto que se a situação não fosse revista pelo poder Executivo esta passaria de grave para crônica. E é isso que aconteceu esse ano. Ao não tomar essas decisões faltaria pagamento, por exemplo, para serviços essenciais básicos da instituição e poderia até comprometer o pagamento dos servidores. As medidas são radicais, mas irremediáveis nesse momento – destacou.
Sobre as declarações do governo de que falta gestão na UEPB, Flávio frisou que a carapuça não lhe serve e que o discurso vem sendo propagado como um mantra nos últimos anos numa tentativa de colocar uma cortina de fumaça nos cortes feitos no orçamento da UEPB.
– Em 30 de dezembro do ano passado o governo retirou do orçamento da UEPB R$ 28 milhões, comprometendo o pagamento R$ 14 milhões de encargos trabalhistas como PBPrev, INSS e Imposto de Renda. Isso é uma realidade objetiva inquestionável, onde qualquer cidadão pode pesquisar no Orçamento Público. A UEPB não tem autonomia financeira desde 2011, porque os pagamentos são feitos através de uma fixação na tela de um computador pelo governo do Estado. Enquanto houver esse discurso de cortina de fumaça, estaremos no dia a dia vivendo essa dura realidade. Os sindicatos sabem, o DCE sabe, e a população precisa saber com mais detalhes. Nunca na história da UEPB se viveu uma crise como essa. O governo adotou como política de estado o encolhimento da UEPB– explanou.
Flávio Romero destacou ainda que UEPB não está pedindo nada a mais ao governo, apenas o cumprimento da lei de autonomia e o orçamento estabelecido na LOA (Lei Orçamentária Anual) aprovada na Assembleia Legislativa.
As declarações repercutiram na Rádio Correio FM.

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