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Lula é protegido de ovadas por guarda-chuvas e pede que PM dê "corretivo"



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisou da proteção de guarda-chuvas para não ser atingido por ovos que eram jogados de um prédio localizado próximo à praça onde ele realizava um comício na noite deste domingo (25), em São Miguel do Oeste (SC).
Do palco, Lula disse esperar que a Polícia Militar tivesse "a responsabilidade" de entrar no imóvel para "pegar esse canalha e dar o corretivo nele que ele precisa ter para não tacar ovo nas pessoas".
Procurada pelo UOL, a PM de São Miguel do Oeste informou que esteve no prédio mas não conseguiu identificar de que andar os ovos estavam sendo jogados. A corporação diz se tratar de um edifício de uso comercial e residencial, que fica na rua onde ocorreu o comício de Lula. 
Ainda segundo a polícia, foi enviado um efetivo policial "reforçado" para garantir a segurança do ato e evitar confrontos entre manifestantes favoráveis e contrários a Lula.
Na manhã desta segunda-feira (26), Lula disse que o grupo contrário a ele é de cerca de 30 pessoas e formado por "canalhas". "Tinha mulheres segurando crianças no colo. É um grupo de vândalos, não sei se só vândalos ou fascistas", disse em entrevista à Rádio Onda Sul, do Paraná.
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"Esse cidadão está esperando que a gente fique nervoso, suba lá e dê uma surra nele", falou o petista, sendo ovacionado pelo público. "A gente não vai fazer isso", acrescentou. Apesar dos anteparos, o ex-presidente chegou a ser atingido pelos ovos, mas não em cheio. 
"Esse cara ou é um débil mental ou não tem o menor apreço por qualquer ser humano, porque esse canalha deveria saber que tem crianças aqui", declarou.
Os primeiros ovos começaram a atingir o palco antes do início da fala de Lula, quando quem discursava era a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente nacional do partido.
"Tenha coragem de descer aqui e falar com o povo. Isso é de uma covardia. Vocês estão estragando alimentos, tomem vergonha na cara. Os ovos de vocês não nos assustam", disse Gleisi depois de um ovo estourar na frente do palanque. 
A senadora afirmou ainda que se algo acontecesse com Lula, a responsabilidade seria do governo de Santa Catarina, chefiado por Eduardo Pinho Moreira (MDB), e da Polícia Militar do estado.
Ao longo de todo ato, Lula condenou os diversos ataques sofridos por sua caravana pelo Sul do país. Nessa semana, ele também foi alvo de hostilidade em Bagé (RS), onde começou a viagem.
"Estão a semana inteira tacando ovo na caravana, no palanque. Já devem ter tacado umas 50 dúzias de ovos. Esse filho da mãe vai cair em uma desgraça tão grande que vai implorar para ter um ovo para comer", declarou Lula.
O petista também afirmou que sua caravana não é eleitoral e que ele não sabe se será o candidato do PT na disputa presidencial desse ano. "Não sou candidato ainda. Vai ter convenção do PT, e eu vou ter que esperar o processo em que posso não ser candidato. Estou fazendo isso [a caravana] para conhecer o Brasil", afirmou.
"Eles estão achando que minha prisão vai me calar. São um bando de imbecis. Querem me prender para me impedir de andar por esse país. São tolos, pois eu andarei pelas pernas de vocês. Eu quero que eles saibam que eu não sou o problema desse país, eu sou a solução desse país", disse Lula.
"Quando eu não puder mais falar, eu vou falar pela boca de vocês", acrescentou o petista.
Ao fim de seu discurso, ele falou que sua caravana seguiria para o Paraná, até chegar à capital do estado, na próxima quarta-feira (28).
"Vamos até Curitiba, falar para quem gosta de nós e para quem não gosta de nós. Não faremos distinção. Só faremos distinção entre quem não gosta de nós e o canalha que esta escondido jogando ovos. Enquanto os cães ladram, a caravana passa", afirmou.

Comitiva de Lula é atacada por pedras e ovos

As pedradas chegaram a trincar os vidros de dois dos três ônibus que integram a caravana, entre eles o veículo em que Lula viajava. Cerca de trinta manifestantes fecharam o trevo de acesso à cidade.
Quando a comitiva parou, os limpadores de para-brisas dos ônibus foram arrancados, diversos ovos atirados contra os vidros dos veículos e, depois, as pedras.
"O que aconteceu foi um atentado criminoso. Poderia ter acontecido uma tragédia. O motorista ficou sem visibilidade", disse o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), líder do PT na Câmara. Alguns metros adiante, policiais militares acompanharam mas não intervieram na manifestação.

Caravana é marcada por protestos violentos

Os protestos violentos e tentativas de bloquear a passagem da comitiva do petista têm marcado a caravana de Lula pela região Sul. O ex-presidente chegou a ser impedido de entrar em Passo Fundo (RS).
No sábado à noite, em Chapecó (SC), houve confronto entre manifestantes anti-Lula e militantes petistas que participavam de um ato na praça central da cidade. Integrantes da caravana acusam a participação de grupos de extrema-direita apoiadores do deputado federal Jair Bolsonaro (RJ), pré-candidato à Presidência pelo PSL.

Em Florianópolis, Lula ressaltou que os participantes das atividades da caravana são "gente da paz" mas disse que eles devem "retribuir" as agressões sofridas. Em Chapecó, o petista falou em "dar porrada".
Folha/Uol
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