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“Estamos a escrever um capítulo de mais uma conquista do trabalhismo nacional”, afirma Veneziano sobre fim da escala 6x1


O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) defendeu, nesta quarta-feira (14), a aprovação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 e a adoção do modelo 5x2. Durante sessão deliberativa no Senado Federal, ele destacou a importância da mudança para a dignidade dos trabalhadores e classificou a iniciativa como mais um capítulo da luta histórica por direitos trabalhistas no Brasil.

“Estamos a escrever um capítulo de mais uma conquista do trabalhismo nacional”, afirmou Veneziano, ao relacionar a proposta às conquistas históricas da classe trabalhadora, desde as primeiras décadas do século passado até a Constituição de 1988.

Em seu pronunciamento, o senador ressaltou que a mudança poderá garantir mais tempo para o descanso, o lazer e a convivência familiar, além de contribuir para a saúde mental dos trabalhadores.

“É a história de garantir, de reservar e de reconhecer o direito aos milhões de trabalhadores e trabalhadoras a mais um dia, seja de descanso, seja de opção familiar, seja de opção ao lazer”, declarou.

Veneziano também elogiou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por cumprir o compromisso de colocar a proposta em discussão após o primeiro turno das eleições. O parlamentar ainda reconheceu o trabalho do senador Omar Aziz, relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e da senadora Teresa Leitão, que atuou na articulação em defesa da proposta.

Compromisso com a continuidade da mudança

Na parte final do discurso, Veneziano destacou que a manutenção da escala 5x2 dependerá, em sua avaliação, do compromisso político do próximo governo com as causas sociais. O senador citou declarações de Flávio Bolsonaro sobre a possibilidade de mudanças na proposta caso seja eleito presidente da República.

“É necessária a vitória de Lula para que a escala 5 por 2 permaneça a partir do próximo ano”, afirmou.

Ao concluir, Veneziano parabenizou os parlamentares envolvidos na discussão e defendeu a continuidade da mobilização em torno da proposta, que classificou como uma conquista para os trabalhadores brasileiros.

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