-->

Renan Santos confronta Lucas Ribeiro e cobra ação contra avanço das facções na Paraíba

Renan Santos reagiu duramente às críticas do governador Lucas Ribeiro após a ação que ganhou repercussão nacional com a retirada, por meio de uma retroescavadeira, de uma estrutura que o presidenciável apontou como barricada do crime organizado em João Pessoa.

Em vez de encarar o episódio como um alerta sobre a presença do crime em áreas urbanas, o Governo do Estado preferiu reagir politicamente e tentar desqualificar a iniciativa. Foi justamente essa postura que Renan voltou a atacar.

“Quer achar o que eu fiz ridículo? Então vai lá e faça melhor: use a polícia e destrua o crime”, disparou.

Renan dos Santos foi mais enfático e disparou: “Se o Governo considera a minha ação inadequada, precisa mostrar que está fazendo melhor e não apenas emitir nota para explicar por que a realidade mostrada nas imagens não seria exatamente aquela”

Renan lembrou ainda que barricadas, pichações, assaltos, homicídios e o domínio territorial de facções não desaparecem porque uma nota oficial tenta minimizar o problema. Para ele, a reação do Estado revela mais preocupação em controlar a narrativa do que em responder à população que convive diariamente com a insegurança.

O presidenciável também questionou a atuação do Governo diante de estruturas utilizadas por organizações criminosas, citando o caso de câmeras instaladas em Santa Rita e Cabedelo que, segundo ele, estariam ligadas a uma facção.

A crítica atinge diretamente a estratégia adotada pelo Governo Lucas Ribeiro, que tenta apresentar os números de segurança como demonstração de eficiência. O problema é que estatística não elimina a sensação de medo nem impede que comunidades convivam com áreas onde o Estado precisa disputar espaço com o crime.

Renan ainda colocou o dedo em uma ferida mais sensível: a relação entre política e organizações criminosas. Ao citar investigações envolvendo políticos de Cabedelo, o candidato questionou a proximidade de grupos políticos com pessoas investigadas por supostas ligações com facções. E aí, fica a pergunta: até onde vai a influência do crime organizado e até onde chega a capacidade do poder público de enfrentá-la?

Ao governador Lucas Ribeiro, Renan mandou um recado direto: “Baixa a bola, baixa a bola bastante.”

E avisou que pretende transformar o combate às facções em uma das bandeiras de sua candidatura presidencial.

A resposta de Renan mostra uma dificuldade do Governo da Paraíba: não basta dizer que a segurança funciona. É preciso convencer quem está nas ruas. E quando um candidato chega com uma retroescavadeira e consegue colocar o Governo na defensiva, é sinal de que existe uma crise de comunicação, e, mais profundamente, uma crise de confiança.

Renan Santos percebeu esse espaço e decidiu explorá-lo. Agora, cabe ao Governo Lucas Ribeiro fazer mais do que responder com notas: precisa mostrar, na prática, quem manda nas ruas da Paraíba.

Postar um comentário

0 Comentários