O que a atual geração de crianças e adolescentes está vivendo? De que forma a exposição às telas pode ser prejudicial ou benéfica? O que fazer para proteger crianças e adolescentes da dependência dos aparelhos eletrônicos e dos perigos das redes sociais? Estas e outras inquietações, levantadas por pais, especialistas e pelo próprio vereador Rafafá (Podemos), levaram-no a protocolar, na Câmara Municipal de Campina Grande, um Projeto de Lei que propõe a criação da Semana Municipal de Conscientização sobre a Intoxicação Digital e Saúde Mental na Infância e Juventude. Uma iniciativa que prevê a realização anual da campanha, na segunda semana de outubro, coincidindo com as comemorações ao Dia da Criança; e sua inclusão no Calendário Oficial do Município.
“Nosso objetivo é ampliar o debate sobre os impactos do uso excessivo de telas, redes sociais e plataformas digitais, na saúde mental de crianças e adolescentes”, justifica Rafafá. O projeto define a intoxicação digital como a exposição prolongada, excessiva e sem controle a conteúdos virtuais hiperestimulantes, capazes de provocar prejuízos ao desenvolvimento biopsicossocial.
Entre os objetivos do projeto estão a conscientização de pais, educadores e a sociedade, sobre os riscos associados ao uso abusivo das tecnologias; orientação sobre os perigos à exposição precoce às telas; incentivo a hábitos digitais mais saudáveis; e promoção de alternativas de lazer, esporte, cultura e convivência social, fora do ambiente virtual.
O texto ainda aponta que o uso excessivo de dispositivos eletrônicos pode estar relacionado ao aumento de casos de ansiedade, déficit de atenção, insônia, irritabilidade e dificuldades de aprendizagem e memorização, entre crianças e adolescentes.
“A minha geração jogava futebol e bola de gude, brincava de roda, barra bandeira, fazia carrinhos de rolimãs, subia em árvores, corria pelas ruas, ralava os joelhos e morria de medo de Merthiolate. Hoje as crianças e adolescentes vivem trancados nos quartos, na frente de um computador ou videogame; ou vagando pelas casas, vidrados em um celular ou tablet. Sei que o passado não volta. Mas precisamos, ao menos, tentar mudar essa realidade”, reforça o vereador.
Para desenvolver as ações da semana, o projeto autoriza o Poder Executivo a realizar palestras, debates, campanhas educativas e atividades de orientação em escolas, unidades públicas e outros espaços institucionais. A proposta também permite a celebração de parcerias com universidades, centros de pesquisa, organizações da sociedade civil e profissionais das áreas de saúde, educação e pedagogia. Além das ações presenciais, o projeto orienta a produção e distribuição de cartilhas e folders, bem como a utilização de tecnologias como QR Codes para facilitar o acesso da população a materiais educativos e orientações sobre o uso consciente das plataformas digitais.
O projeto se encontra em fase de análise, pela Câmara Municipal e, sendo sancionada pelo Executivo, a lei passa a vigorar imediatamente, cabendo à Prefeitura regulamentar sua aplicação.
_Assessoria de Imprensa vereador Rafafá_




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