O vereador Pimentel Filho voltou a usar a tribuna da Câmara Municipal de Campina Grande, nesta terça-feira (26), para denunciar a precariedade de postes e da rede elétrica mantida pela Energisa em diversos bairros de Campina Grande. Durante o pronunciamento, o parlamentar apresentou vídeos enviados por moradores que relatam medo constante de acidentes provocados pela estrutura comprometida de postes espalhados pela cidade.
Segundo Pimentel Filho, os problemas vão desde fios soltos e pendurados até postes instalados em locais inadequados, como dentro de quintais, jardins e até no interior de residências. O vereador afirmou que a situação representa risco iminente à população e cobrou medidas urgentes do poder público.
“São fios pendurados, em tempo de uma motocicleta se enroscar e alguém ser degolado, ou então um fio energizado matar uma pessoa por choque. Não há um mínimo de segurança”, declarou.
O parlamentar também criticou o atendimento prestado pela concessionária e relembrou debates já realizados na Casa sobre o tema. Para ele, as discussões não têm surtido efeito prático e a cidade segue convivendo com o abandono da rede elétrica.
Como alternativa, Pimentel Filho defendeu que o prefeito Bruno Cunha Lima edite um decreto municipal obrigando a Energisa a realizar uma “busca ativa” para identificar e substituir postes comprometidos antes que ocorram tragédias.
A proposta prevê ainda aplicação de multas à concessionária caso os problemas não sejam solucionados. De acordo com o vereador, cidades como Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo já adotaram medidas semelhantes, com penalidades que podem ultrapassar R$ 24 mil por ocorrência.
“Quando dói no bolso, aí a empresa resolve. Estamos esperando há muito tempo uma solução espontânea da Energisa, mas se não resolver, vamos usar os meios que temos, que são as multas”, afirmou.
Pimentel Filho relatou ainda casos de moradores que estariam sendo cobrados pela própria empresa para retirada de postes instalados irregularmente em propriedades particulares. Segundo ele, há situações em que os custos cobrados chegam a R$ 5 mil, R$ 6 mil ou até R$ 7 mil.
O vereador afirmou que continuará pressionando por providências e cobrando ações mais rígidas contra a concessionária para garantir segurança à população campinense.




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