-->

Fios soltos preocupam população e presidente da Câmara, Saulo Germano promete ação em Campina Grande

A crescente quantidade de fios soltos e emaranhados nos postes de Campina Grande voltou a ser alvo de críticas na Câmara Municipal. Durante entrevista concedida nesta quarta-feira, 20, o presidente da Casa, vereador Salo Germano, afirmou que o problema representa risco à população e que medidas deverão ser tomadas junto às empresas responsáveis.

A discussão ganhou força após reclamações apresentadas pelo vereador Pimentel sobre a situação da fiação espalhada pelas ruas da cidade. Segundo Salo Germano, além da poluição visual, os cabos representam perigo constante para motoristas, motociclistas e pedestres. “Já vimos muitos óbitos através desses fios, principalmente envolvendo motoqueiros”, alertou o presidente da Câmara.

De acordo com o parlamentar, a Câmara pretende reunir a Procuradoria, a Corregedoria e o setor jurídico para discutir providências legais e administrativas. A intenção é organizar uma fiscalização pelas ruas da cidade para registrar os pontos críticos e cobrar providências das empresas responsáveis.

“Vamos fazer uma comitiva de vereadores para percorrer a cidade, tirar fotos e entrar com ações para que sejam tomadas providências”, afirmou.

Salo Germano destacou ainda que o problema não estaria relacionado apenas à Energisa, mas também às operadoras de internet e telefonia, que deixam cabos inutilizados acumulados nos postes. “São várias operadoras que deixam esse amontoado de fios”, disse.

Outro ponto levantado foi a ocupação irregular dos postes com placas de publicidade, o que contribui para a desordem visual em diversos bairros da cidade.

Durante a entrevista, o presidente da Câmara também citou casos de moradores prejudicados pela localização de postes em frente às residências. Segundo ele, uma moradora teria sido informada de que precisaria pagar cerca de R$ 20 mil para a retirada de um poste que impede a entrada do veículo em sua garagem.

A possibilidade de aplicação de multas às empresas responsáveis também foi defendida durante o debate. Para os parlamentares, medidas mais rígidas podem acelerar a solução do problema. “Quando partir judicialmente e mexer no bolso, aí começa a ser solucionado”, declarou Salo Germano.

Postar um comentário

0 Comentários