A Polícia Civil da Paraíba finalizou as investigações sobre o caso de intoxicação alimentar que terminou com a morte de uma jovem em Pombal, no Sertão do estado. O episódio ganhou grande repercussão após dezenas de pessoas passarem mal depois de consumir pizzas em uma pizzaria da cidade.
De acordo com os laudos periciais emitidos pelo Instituto de Polícia Científica da Paraíba, foram identificadas bactérias como Escherichia coli e estafilococos coagulase em amostras de molho de tomate e também em alimentos analisados. A presença desses micro-organismos indica contaminação durante o preparo ou manuseio dos produtos.
O caso ocorreu em 15 de março, quando clientes que consumiram pizzas, especialmente de carne, começaram a apresentar sintomas como náuseas, vômitos, diarreia e mal-estar intenso. Ao todo, mais de uma centena de pessoas precisou de atendimento médico em unidades de saúde da cidade.
Entre as vítimas, a jovem Raissa Maritein Bezerra e Silva não resistiu e morreu dois dias após ingerir o alimento. O laudo apontou que a causa da morte foi uma infecção intestinal grave, descartando a presença de substâncias tóxicas externas.
As investigações também indicaram que a carne utilizada nas pizzas não apresentava problemas na origem, o que reforça a hipótese de que a contaminação aconteceu dentro do próprio estabelecimento, durante a manipulação dos alimentos.
Durante o processo, foram realizadas inspeções no local, com recolhimento de ingredientes e amostras tanto no estabelecimento quanto com clientes. Apesar da confirmação de falhas sanitárias, a polícia informou que não foi possível identificar de forma individual quem teria causado diretamente a contaminação, o que impede a responsabilização penal por homicídio.
Mesmo assim, o caso foi enquadrado como crime contra as relações de consumo, devido à quantidade de pessoas afetadas. A pizzaria segue interditada por determinação da Vigilância Sanitária, e o inquérito foi encaminhado à Justiça para os procedimentos cabíveis.




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