Jô Oliveira defende cumprimento das leis e educação para enfrentar a violência contra a mulher

Durante a sessão especial em homenagem ao mês da mulher, realizada nesta quarta-feira (11) na Câmara Municipal de Campina Grande, a vereadora Jô Oliveira destacou que o aumento de políticas públicas voltadas às mulheres está diretamente ligado ao crescimento dos casos de violência e feminicídio no país.

Segundo a parlamentar, os dados alarmantes de agressões físicas, psicológicas, econômicas e políticas contra mulheres têm exigido respostas cada vez mais rápidas do poder público, tanto no Legislativo quanto nos demais níveis de governo.

Para Jô Oliveira, além da criação de políticas públicas que garantam proteção e autonomia às mulheres, é fundamental que a sociedade também discuta a formação e a orientação de meninos e homens. “Nós precisamos falar sobre formação e orientação para os nossos meninos e homens. Eles precisam aprender que as mulheres não são propriedade”, afirmou.

A vereadora destacou que muitos casos de violência são cometidos por companheiros ou ex-companheiros que não aceitam o fim de relacionamentos, o que revela a permanência de uma cultura machista ainda muito presente na sociedade.

Ela também ressaltou que a autonomia financeira das mulheres é um fator importante para romper o ciclo da violência, já que muitas permanecem em relações abusivas por dependência econômica.

Ao comentar a efetividade da legislação existente, Jô Oliveira afirmou que o problema não está necessariamente na falta de leis mais duras, mas no cumprimento das normas já existentes. “As leis não precisam ser mais duras, elas precisam ser cumpridas. A medida protetiva precisa garantir, de fato, a segurança da mulher”, destacou.

A parlamentar também defendeu a ampliação de estruturas de proteção, como casas-abrigo, aluguel social e delegacias especializadas funcionando 24 horas, além da capacitação de equipes para identificar situações de violência.

Para Jô Oliveira, a informação e a educação são ferramentas essenciais para romper o ciclo de violência. Ela defendeu que o tema seja debatido nas escolas e em outros espaços da sociedade. “Precisamos de muito mais informação para garantir que possamos romper esse ciclo de violência”, afirmou.

A vereadora concluiu defendendo que a educação deve alcançar toda a sociedade, tanto mulheres, para que conheçam seus direitos, quanto homens, para que aprendam a respeitar as mulheres. “A formação precisa ser para toda a sociedade: mulheres conhecendo seus direitos e homens aprendendo a respeitá-las”, concluiu.

Postar um comentário

0 Comentários