Fabiana Gomes alerta para realidade da violência contra a mulher e cobra mais ações educativas



Durante a sessão especial em homenagem ao mês da mulher, realizada nesta quarta-feira (11), na Câmara Municipal de Campina Grande, a vereadora licenciada e secretária de Ciência e Tecnologia do município, Fabiana Gomes, destacou a necessidade de ampliar políticas públicas e fortalecer ações educativas para combater a violência contra a mulher.

Participando da homenagem promovida pela Casa de Félix Araújo, Fabiana afirmou que o momento é importante para reforçar o debate sobre temas que impactam diretamente a vida das mulheres. Ela também ressaltou o avanço da representatividade feminina no Legislativo municipal, que atualmente conta com oito mulheres na legislatura.

Apesar dos avanços, a secretária chamou atenção para a gravidade da violência contra a mulher no país, lembrando que os números ainda são preocupantes e exigem um esforço contínuo da sociedade e do poder público.

“A cada quatro horas uma mulher é assassinada por seu parceiro. Essa é a nossa realidade. Precisamos intensificar as políticas públicas que protejam e conscientizem sobre a não violência contra as mulheres”, afirmou.

Fabiana também destacou iniciativas apresentadas por ela durante seu mandato como vereadora, entre elas um projeto de lei que aborda os diferentes tipos de violência contra a mulher, incluindo não apenas a violência física e sexual, mas também a moral e patrimonial.

Segundo ela, é fundamental que esse debate seja levado para dentro das escolas, para que crianças e jovens cresçam com uma nova consciência sobre respeito e igualdade.

“É preciso ensinar desde cedo que mulher não se bate, mulher não é propriedade de ninguém. A mulher pertence a si mesma”, enfatizou.

A secretária também destacou a lei de sua autoria que reconhece a chamada “empresa amiga da mulher”, iniciativa que incentiva a criação de vagas de trabalho para mulheres vítimas de violência doméstica.

De acordo com Fabiana, muitas mulheres permanecem em relações abusivas por dependência financeira, o que torna essencial a criação de oportunidades de qualificação e inserção no mercado de trabalho.

“Não basta apenas que essas mulheres saiam de casa. Muitas foram impedidas de trabalhar ou estudar. Precisamos oferecer condições para que possam reconstruir suas vidas com autonomia e dignidade”, concluiu.


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