O senador Efraim Filho segue avançando na construção de sua pré-candidatura ao Governo da Paraíba, ampliando alianças de forma estratégica e, sobretudo, atravessando fronteiras partidárias.
No último sábado (28), Efraim consolidou o apoio de dois prefeitos que representam, diretamente, campos políticos distintos e até adversários no cenário estadual. Declararam apoio ao senador o prefeito de Catolé do Rocha, Laurinho Maia, e o prefeito de Sumé, Manezinho Lourenço.
Manezinho Lourenço é filiado ao MDB e integra a base do também pré-candidato ao Governo, Cícero Lucena. Já Laurinho Maia é do União Brasil, partido que, na Paraíba, está alinhado ao grupo do vice-governador Lucas Ribeiro, outro nome cotado para a disputa estadual.
Ou seja, Efraim passa a atrair apoios tanto de dentro da base emedebista quanto do grupo político ligado ao Progressistas (PP), legenda que hoje detém o controle da federação partidária que anteriormente estava sob influência do senador.
Após perder o comando da federação, Efraim deixou o União Brasil e se filiou ao PL, reposicionando sua estratégia política e abrindo caminho para uma articulação mais independente no estado.
Esses apoios mostram que Efraim segue conquistando prefeitos ligados a projetos distintos e, em tese, concorrentes entre si, esses prefeitos começam a convergir em torno do nome de Efraim Filho.
A construção desse arco de alianças também resgata um elemento simbólico da trajetória do senador: o “foguete”. O jargão foi criado por ele durante a campanha ao Senado, quando, mesmo desacreditado e enfrentando adversários com forte apoio da máquina pública, repetia que “foguete não dá ré”.
A frase se transformou em marca política e acompanhou sua ascensão até a vitória nas urnas. Agora, volta ao centro do discurso como representação de uma pré-campanha que cresce, mesmo diante de um cenário fragmentado.
Nos bastidores, a leitura é de que o avanço de Efraim, com apoios vindos de diferentes bases, pode redesenhar o equilíbrio de forças na disputa pelo Governo da Paraíba.
Com prefeitos de campos adversários embarcando em seu projeto, o senador mostra um crescimento contínuo e, mais uma vez, aposta na força do “foguete” que não dá ré.




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