O Açude Velho, cartão-postal de Campina Grande, enfrenta um dos momentos mais críticos de sua história. O despejo crônico de resíduos culminou, neste início de 2026, em um severo processo de eutrofização, resultando na morte de mais de 10 toneladas de peixes. O desastre ambiental provocou uma mobilização de emergência entre órgãos municipais e estaduais.
Nesta segunda-feira (23), o secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), Dorgival Vilar, revelou dados alarmantes: 11 dos 12 quiosques situados na orla do açude despejam esgoto diretamente no manancial. Os estabelecimentos já foram notificados e a Sesuma apresentou estudos técnicos para orientar as adequações necessárias.
Além dos quiosques, o Museu de Arte Popular da Paraíba (Museu dos Três Pandeiros) também foi identificado como poluidor. Segundo o secretário, apesar de a instituição pagar as taxas de esgoto à Cagepa, o serviço de coleta não é efetivamente executado, fazendo com que os dejetos terminem no açude.
Plano de Recuperação
Em busca de soluções definitivas, o prefeito Bruno Cunha Lima reuniu-se nesta segunda-feira com representantes da Cagepa, universidades e entidades ambientais no Ministério Público. Durante o encontro, a prefeitura apresentou um plano detalhado com as etapas das obras de recuperação que pretendem estancar o despejo de poluentes e revitalizar o ecossistema do Açude Velho
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