Durante a abertura dos trabalhos legislativos nesta terça-feira (24), na Câmara Municipal de Campina Grande, o vereador Rafafá conversou com nossa reportagem sobre um projeto de lei que promete gerar debate entre os parlamentares e a sociedade. A proposta autoriza que tutores possam sepultar seus animais de estimação em jazigos particulares pertencentes à família.
Segundo o vereador, a matéria tem caráter autorizativo e não obriga cemitérios públicos a realizarem o sepultamento de animais, mas permite que famílias que possuam jazigos próprios possam optar por acolher também seus pets no mesmo espaço.
Rafafá reconheceu que o projeto tem sido tratado como polêmico, mas defendeu que a iniciativa nasce da atenção à causa animal e do reconhecimento da importância afetiva que cães e gatos têm na vida das pessoas.
“Ele se tornou polêmico porque muitas pessoas não entendem, não têm animais ou não têm esse afeto. Mas quem tem sabe a importância. Quantas pessoas são ajudadas a superar depressão e problemas de saúde por meio do cuidado com um animal?”, argumentou.
O parlamentar destacou ainda que, atualmente, muitas famílias não sabem como proceder quando perdem um pet, recorrendo a alternativas improvisadas. Ele citou a existência de cremações particulares e lembrou que já há experiências semelhantes no estado de São Paulo, onde propostas nesse sentido foram regulamentadas.
De acordo com Rafafá, o projeto seguirá para análise nas comissões da Casa antes de ir ao plenário. Ele acredita que a matéria poderá ser aprovada por beneficiar famílias que desejam prestar uma última homenagem digna aos seus animais.
“Não estou obrigando ninguém. É uma autorização para quem tem jazigo particular poder acolher também seus animais. Pensei no bem-estar das pessoas que criam seus pets como filhos e querem ter esse momento de despedida com dignidade”, explicou.
O vereador também afirmou que conversou com familiares antes de protocolar a proposta e reforçou que a iniciativa não trata da criação imediata de cemitérios públicos para animais, mas abre espaço para futuras discussões sobre o tema.



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