Faculdades de Medicina da Paraíba entram na “UTI” após nota baixa no Enamed


Quatro faculdades de Medicina da Paraíba poderão sofrer sanções do Ministério da Educação (MEC) após obterem desempenho insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19).

As instituições Unifacisa, Famene, Afya Paraíba e Unipê receberam nota 2, índice considerado abaixo do padrão mínimo exigido. Com isso, elas devem ser submetidas a um Processo Administrativo de Supervisão, conforme as regras do MEC.

Em 2025, o Enamed avaliou 351 cursos de Medicina em todo o Brasil. Desse total, 243 cursos apresentaram desempenho satisfatório, garantindo proficiência a pelo menos 60% dos estudantes concluintes. Outros 107 cursos tiveram avaliação negativa, e um curso não foi avaliado devido ao baixo número de concluintes inscritos.

Desempenho na Paraíba

Na Paraíba, os melhores resultados ficaram concentrados nas universidades públicas, que alcançaram notas mais altas no exame. Confira o desempenho dos cursos no estado:

UFPB – nota 4

UFCG (Campina Grande) – nota 4

UFCG (Cajazeiras) – nota 4

Unifip – nota 3

Faculdade Santa Maria – nota 3

Famene – nota 2

Afya Paraíba – nota 2

Unipê – nota 2

Unifacisa – nota 2

Possíveis punições

Os resultados foram apresentados pelo Ministério da Educação em reunião com a imprensa, com participação do Ministério da Saúde. Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, as instituições que apresentaram desempenho médio abaixo de 60% no Enamed estarão sujeitas a medidas cautelares, aplicadas de forma gradual.

Entre as sanções previstas estão:

proibição de aumento de vagas;

redução da oferta de vagas;

suspensão do acesso ao Fies;

suspensão do ingresso de novos estudantes.

Dos 304 cursos de Medicina sob regulação federal (universidades federais e privadas), 99 ficaram nas faixas 1 e 2, consideradas insatisfatórias em uma escala que vai de 1 a 5.

Com isso, Unifacisa, Afya Paraíba, Famene e Unipê devem ser oficialmente notificadas e poderão sofrer restrições nos próximos meses.

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