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TSE retoma nesta terça-feira julgamento de Aijes que podem tornar Ricardo Coutinho inelegível por 8 anos

 


Esta terça-feira (10) poderá ser um dia importante em uma semana decisiva para o ex-governador e candidato a prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB). Faltando cinco dias para as eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) colocou em pauta para retomar o julgamento, a partir das 19h, os pedidos de vista do ministro Luís Felipe Salomão sobre três Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) que pesam contra o socialista em grau de recurso.

Os processos se tornam mais importantes para o ex-governador porque pelo menos dois deles oferecem risco potencial de inelegibilidade para Ricardo Coutinho.

Trata-se das Aijes do Empreender e da PBPrev, que já têm voto do relator, Og Fernandes, para tornar o socialista inelegível. O outro processo em julgamento é o que ficou conhecido como Aije de pessoal.

Na primeira Aije, o processo nº 0001514-74.2014.6.15.0000 (caso da Aije Pessoal), o relator votou pela manutenção dos direitos político de Ricardo Coutinho.

Apesar disso, opinou pela majoração da multa em desfavor do ex-governador, fixando-a em R$ 70.000,00, e para fixar em R$ 5.320,50, a multa em desfavor de Lígia Feliciano.

Já no processo nº 0001954-70.2014.6.15.0000 (caso da PBPrev), após o voto do relator, não conhecendo do recurso ordinário interposto por Ramalho Leite, em razão de ausência de interesse recursal, e dando parcial provimento aos recursos da Coligação A Vontade do Povo e do Ministério Público Eleitoral, para aplicar a Ricardo Coutinho e Ramalho Leite a sanção de inelegibilidade pelo período de 8 anos, a partir do pleito de 2014, pediu vista o ministro Luis Felipe Salomão.

Por fim, no processo nº 0002007-51.2014.6.15.0000 (caso Empreender), após o voto do relator rejeitando as preliminares e dando parcial provimento aos recursos ordinários interpostos pela Coligação A Vontade do Povo e PSDB Estadual e pelo Ministério Público Eleitoral, para condenar Márcia Lucena Lira e Waldson de Souza à pena de multa no valor de R$ 40.000,00 e de R$ 30.000,00, respectivamente, em virtude da contratação/exoneração de servidores no âmbito de suas secretarias, mantida, quanto a esse ilícito, a condenação de Ricardo Coutinho à multa no valor de R$ 60.000,00, fixada pelo TRE/PB, aplicar a Ricardo Coutinho, Tárcio Handel da Silva Pessoa Rodrigues, Antonio Eduardo Balbino e Renato Costa Feliciano a sanção de inelegibilidade por 8 anos, contados a partir do ano da eleição e condenar Ricardo Coutinho e Márcia Lucena à pena de multa no valor de R$ 60.000,00, cada, em virtude da prática da conduta vedada consubstanciada na distribuição, durante o período eleitoral de 2014, de kits escolares contendo propaganda institucional, e, por fim, negando provimento aos recursos ordinários interpostos por Ricardo Coutinho, por Márcia Lucena, por Waldson de Souza e por Lígia Feliciano, pediu vista o ministro Luis Felipe Salomão.


Jornal da Paraíba



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