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“Às vezes a vítima não pode falar abertamente!” A digital influencer que usou as redes para pedir socorro, mas foi assassinada pelo marido



A policial militar Rafaella Gonçalves Pereira, de 38 anos, foi mais uma a entrar na triste estatística de feminicídos no país. Nesta segunda-feira (5),  Rafaella foi assassinada pelo marido, Edson Salvador Ferreira de Carvalho, também policial, que após o crime, cometeu suicídio. Os corpos foram encontrados na casa em que moravam.

Além de policial, Rafaella também era influenciadora digital. Moradora de Ibotirama, no oeste da Bahia, ela contava com mais de 70 mil seguidores no Instagram, e costumava compartilhar fotos com armas e vídeos em que aparece treinando tiros. Muitas das imagens foram feitas durante o expediente de trabalho.

Em uma das publicações, de 8 de abril deste ano, a PM comenta sobre o aumento da violência contra a mulher na pandemia. “As vezes a vítima não pode falar abertamente”, escreve. “Por causa do isolamento em decorrência da pandemia, a violência contra a mulher aumentou! Denunciem”, postou.

Edson Salvador trabalhava na Companhia Independente de Policiamento Especializado. Em julho, ele foi preso em flagrante por violência doméstica. Depois disso foi expedida medida protetiva em favor de Rafaella. No entanto, não há detalhes se a medida ainda estava em vigor.

De acordo com a polícia, o crime ocorreu por volta das 12h30. O casal tinha duas filhas com idades entre 3 e 7 anos. Elas estavam no imóvel quando ocorreu o crime, mas não há detalhes se elas presenciaram o feminicídio seguido de suicídio.

O feminicídio cometido contra Rafaella fez cair por terra uma lenda a respeito da violência contra mulheres: apesar de possuir armas, e ter treinamento qualificado, ela não conseguiu proteger a própria vida. 


G1

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