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O PRESENTE DO STF A JOÃO PESSOA



O aniversário foi da capital João Pessoa, mas quem recebeu o presente foi Ricardo Coutinho. 

O ministro Gilmar Mendes determinou a retirada da tornozeleira eletrônica do ex governador, inobstante sobejem novas denúncias em ações diversas do GAECO, envolvendo outros crimes, inclusive agora, com suspeitas de ocultação de patrimônio - crime que também permeou a exaustiva ficha criminal de seu amigão, lula. 

Segundo investigações, Ricardo Coutinho, teria tentado ocultar bens, logo após a decretação da Operação Calvário, em 14 de dezembro 2018. Relatório do Ministério Público da Paraíba, informa que em 5 de janeiro de 2019, ou seja, menos de 20 dias depois, o ex-governador transferiu a propriedade de um de seus imóveis, um apartamento em Cabo Branco, para seu filho Ricardo Cerqueira Leite Vieira Coutinho (Rico Coutinho).

Ademais, ainda segundo as investigações, o Sítio Angicos, que não consta na relação de seus bens declarados no imposto de renda, seria na verdade de sua propriedade, já que além conta de energia da fazenda estar em seu nome, foi possível encontrar documentos, indicando a entrega de mercadorias tendo o mesmo como recebedor, no mesmo sítio, comprovando a sua propriedade no imóvel. 

O vasto rol de acusações, denúncias e provas, legalmente coletadas e constantes de vários inquéritos, não parece desabonar a conduta do réu, perante um dos ministros daquela que deveria ser a Corte maior do país, tanto que lhe foi concedido o beneplácito de andar livremente sem sequer ser monitorado. 

A decisão é teratológica, prejudica as investigações, compromete inclusive eventual cumprimento de pena. 

Difícil acreditar em uma suprema corte que coloca mordaças em jornalistas e retira tornozeleiras de acusados.

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