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Campinense vence, mas não leva. Treze é o campeão paraibano de 2020


O Campinense venceu, mas não levou. Com o regulamento debaixo do braço, o Treze acabou levantando a taça do Campeonato Paraibano, mesmo com a derrota por 1 a 0 para o rival Campinense, no Estádio Amigão.

Isso porque, o time alvinegro podia perder até por um gol de diferença, já que havia vencido o jogo de ida por 2 a 0. Com o título, o Galo garantiu a vaga direta para representar a Paraíba na Copa do Nordeste de 2021.

No Clássico desta tarde, o Campinense abriu o placar com Juliano, aos 20 minutos do segundo tempo. O time ainda tentou marcar pelo menos mais um, para decidir o título nas penalidades, porém, o Galo se fechou e garantiu o título depois de nove anos, de forma incontestável.

O JOGO

Mesmo com a vantagem do primeiro jogo, logo aos 3 minutos o Galo quase abre o placar. Douglas Lima tocou falta da meia esquerda no travessão rubro-negro após resvalar na ponta dos dedos do arqueiro da Raposa. Na sobra, Frontini cabeceou e Wellington Lima fez a defesa para se recuperar do susto inicial.

Aos 10, em mais um chute de longe, nova chance de perigo. Léo Pereira cobrou lateral da direita na área, em jogada para Breno Calixto, que subiu para aproveitar o jogo aéreo. O zagueiro desviou e, na entrada da área, Vinícius Barba pegou de primeira, de canhota, para fazer o goleiro do Campinense fazer nova boa defesa.

Só dava Galo. Aos 17, Douglas Lima alçou a bola na área pela direita, Frontini dominou na marca do pênalti, girou, e bateu mascado, sem gerar dificuldade para Wellington Lima agarrar a redonda.

A primeira oportunidade clara do Campinense veio aos 35 minutos, quando Alex Travassos cruzou da direita e, livre na entrada da pequena área, Fábio Júnior bateu de direita e chutou por cima do gol.

O ídolo do clube sentia a falta de ritmo e perdeu outra chance incrível aos 39. Após passe de trivela de Bismarck, o camisa 9, novamente livre na entrada da pequena área, bateu de esquerda, a perna boa, mas chutou mal, e a bola passou raspando o poste esquerdo do goleiro Jeferson.

Perto do intervalo, aos 44, Léo Pereira fez jogada em velocidade pela direita e mandou para a área, onde Douglas Lima desviou, Wellington Lima fez outra ótima defesa e, no rebote, sem goleiro, Alexandre Santana chutou na rede pelo lado de fora, desperdiçando a chance de deixar o Treze na frente do marcador no fim do primeiro tempo.

Foto: reprodução

Segundo tempo

Para a segunda etapa, o Galo voltou com Ermínio e Bruno Mota nas vagas de Frontini e Alexandre Santana, enquanto a Raposa promoveu Allefe ao time no lugar de Caio Breno.

Assim como na última quarta-feira, no primeiro jogo, os dois times retornaram do intervalo em ritmo mais lento. Com a vantagem, o Treze seguia se retraindo e esperando o Campinense, que avançava em cruzamentos com a bola rolando ou em cobranças de faltas e escanteios, com ela parada.

Em jogada de habilidade, Rafael Ibiapino por pouco não faz um golaço. Aos 16, ele recebeu na direita, driblou Nilson Júnior e, com preciosismo, tentou puxar para a direita antes de bater. Foi tempo suficiente para o defensor alvinegro se recuperar e evitar o golaço do artilheiro do Paraibano.

Aos 21, finalmente a rede balançou. Rafael Ibiapino fez ótima jogada pela direita e cruzou para a área. Juliano aproveitou o rebote da defesa e encheu o pé direito para estufar a rede de Jeferson e deixar a decisão em aberto.

Rafael Ibiapino quase coloca mais um na conta do Campinense aos 27, quando bateu de direita da entrada da área e obrigou ao goleiro trezeano a espalmar a bola para o meio. Tinha endereço certo a batida do atacante raposeiro.

A Raposa se empolgou e continuou indo para cima. Aos 32, Juliano bateu do meio da rua, com violência, e Jeferson se esticou todo para desviar a bola para escanteio.

Em um dos poucos contra-ataques que encaixou no segundo tempo, o Treze perdeu a chance de matar o duelo aos 40 minutos, quando Edson Carioca roubou a bola no meio-campo e saiu em velocidade. Na entrada da área, rolou para Ermínio ficar frente a frente com o goleiro, mas o atacante chutou em cima de Wellington Lima.

No minuto seguinte, mais uma chance para o rubro-negro. Wanger Querino chutou da meia-esquerda, de muito longe. A bola quicou e enganou Jeferson, que espalmou para o meio com dificuldade. Na sobra, Reinaldo Alagoano, livre, estava impedido.

A pressão da Raposa era muito forte. Aos 43, Juliano recebeu na esquerda, dentro da área, limpou Léo Pereira duas vezes e bateu cruzado, de canhota, mandando por cima do gol.

Já aos 49 minutos, o Campinense seguia em busca do segundo gol para levar a decisão para os pênaltis e, em cobrança de falta da intermediária, Allefe mandou a bola na área e Breno cabeceou com muito perigo.

Marcelo Aparecido encerrou o jogo aos 52 minutos, acabando também o jejum do Treze, que voltou a ser campeão estadual após nove anos de jejum.

Ficha Técnica

Treze
Jeferson, Léo Pereira, Breno Calixto, Nilson Júnior e Gilmar; Robson, Vinícius Barba (Alisson Cassiano,) Alexandre Santana (Bruno Mota) e Douglas Lima (Gustavo); Tales (Edson Carioca) e Frontini (Ermínio). Técnico – Moacir Júnior
Campinense
Welligton Lima, Alex Travassos (Matheus Silva), Rômulo, Breno e Matheus Camargo; Elielton (Wagner Querino), Caio Breno (Aleffe), Juliano e Bismarck (Pedro Maycon); Rafael Ibiapino e Fábio Júnior (Reinaldo Alagoano). Técnico – Hélio Cabral
Gols – Juliano (C), aos 20min do 2ºT
Cartão amarelo – Juliano, Rômulo, Elielton (C), Jefferson, Alexandre Santana, Robson, Vinicius Barba (T)
Árbitro – Marcelo Aparecido de Souza (SP)
Assistentes – Kildenn Tadeu e Ruan Neres

Com Vozdatorcida

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