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Estudantes de medicina da UFCG denunciam impedimento para retomar estágios

Estudantes do curso de medicina da Universidade Federal de Campina Grande, estão cobrando uma resposta por parte da Coordenação do curso sobre a retomada do internato, que é o estágio obrigatório que os alunos, que estão no final do curso, têm que fazer.

Pelo menos 120 alunos estão se sentindo prejudicados desde o mês de março, período em que foi decretado o isolamento social no país, devido à pandemia do novo coronavírus.

A retomada das atividades por parte dos alunos já foi autorizada pelo secretário de Saúde de Campina Grande, Filipe Reul, que pontuou a importância dos estudantes integrarem a rede de saúde municipal como forma de ajudar no combate à Covid-19.

O estudante do quinto ano de medicina da UFCG, Ikáro Cavalcante Agra, disse que após a suspensão das atividades, não houve nenhum posicionamento da instituição sobre o assunto e, por mais que os alunos estejam tentando o diálogo para retomar, já que foi autorizado pelo município, não têm conseguido.

– Nosso objetivo é garantirmos esse aprendizado de caráter prático e possibilitar, enquanto estudante de universidade pública, um retorno à sociedade que confia em nós. Estamos a par de toda situação e não há nenhum empecilho de caráter jurídico, uma vez que a UFCG mantém a suspensão das atividades teóricas presenciais, mas autoriza a continuidade dos estágios curriculares obrigatórios – contou.

Ikáro ainda disse que diante da demanda de saúde que a população tem vivenciado agora, por causa da pandemia, não há justificativa em manter as atividades paralisadas, porém os estudantes esperam que essa volta também tenha garantias de uso de equipamentos de proteção individual e outros.

Uma reunião foi realizada nesta sexta-feira, 17, entre os alunos e a Pró-Reitoria de Ensino, que confirmou o não impedimento jurídico para que o retorno aconteça.

– Na reunião que tivemos com a Pró-Reitoria foi cobrada da Coordenação do curso a construção de um mapeamento do estágio; articulação da questão orçamentária com a reitoria; equalização das orientações, planos de contingenciamento e dinâmica dos EPIs e, também, que a situação fosse tratada com mais objetividade por parte da Coordenação. Agora cabe a nós, estudantes, pressionar para que isso seja feito e, finalmente, retornar às atividades junto à sociedade – finalizou Íkaro Agra.



paraibaonline

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