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Sebrae adia Prêmio de Educação Empreendedora e reforça importância do tema em meio ao período de crise



Decisão é consequência da pandemia do coronavírus. Projetos vencedores da edição de 2019 demonstram importância de aliar empreendedorismo e educação

Produtos alimentícios fabricados a partir da biomassa de banana verde, cosméticos desenvolvidos com baixo custo a partir de insumos naturais e orgânicos, valorização do umbu e da atividade agrícola e estímulo ao empreendedorismo na área da gastronomia. Esses temas deram vida a projetos criados por estudantes paraibanos, que demonstram o potencial da educação empreendedora e a importância de incluí-la na rotina de alunos da educação básica e superior, como forma de apresentá-los ao vasto universo do empreendedorismo.  

Foi com o objetivo de reconhecer, valorizar e estimular práticas como essas que nasceu o Prêmio Sebrae de Educação Empreendedora, cuja primeira edição foi realizada no ano passado. Conforme a organização do evento, o planejamento inicial era promover uma nova edição este ano, o que não será possível por conta da pandemia provocada pelo coronavírus e os seus impactos em diversas áreas, inclusive no cronograma de escolas e universidades.

Com essa decisão, o prêmio voltará a reconhecer práticas exitosas de educação empreendedora em 2021. Em sua primeira edição, um dos projetos que chamou a atenção dos avaliadores e conquistou o primeiro lugar na categoria do Ensino Médio foi o “Desafio Lourdinas de Empreendedorismo e Inovação”, da Escola Virgem de Lourdes, em Campina Grande. De acordo com o supervisor de tecnologia e ensino da educação empreendedora na instituição, Vicente Albuquerque, o projeto, que já conta com quatro edições, consiste na formação de equipes com o objetivo de criar uma solução inovadora para resolver um problema do município ou da região.  

“Eles (os alunos) tinham de resolver o problema da desigualdade social, que é o décimo objetivo de desenvolvimento sustentável (ODS). As equipes vencedoras criaram as seguintes soluções: uma desenvolveu um biscoito da casca de banana, para que as produtoras do doce da fruta aproveitassem também a casca e lucrassem com isso, enquanto a segunda criou produtos de beleza, como xampus e cremes, feitos com elementos naturais”, pontuou Vicente, responsável pelo projeto, que também conquistou o primeiro lugar na etapa nacional do prêmio.

Outra iniciativa de destaque vem do município de Sumé, no Cariri paraibano. Ela foi desenvolvida na Escola Agrotécnica e venceu a categoria do Ensino Fundamental. Com foco no aproveitamento do umbu, fruta abundante na região, a intenção do projeto é transformar a realidade dos alunos, oriundos da zona rural, através da realização do Festival do Umbu, que foi criado há nove anos e logo envolveu toda a cidade. “O umbu antes era descartado e, agora, os alunos trazem para a escola, processam o fruto, produzem polpa, compota, sucos e vitaminas para vender durante o festival, que dura uma semana”, explicou o secretário de Educação do município, Odilon Araújo.

Já no universo da educação superior, em que o acesso à cultura empreendedora pode ser um diferencial para o futuro profissional, o projeto de destaque surgiu no curso de Gastronomia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Segundo a professora Maria dos Remédios, a Mostra de Empreendedores na Gastronomia, realizada ao fim da disciplina que ela ministra, proporciona aos alunos a oportunidade de criar um plano de negócios e de montar a estrutura de uma empresa.

“Também convido empresários do setor para falarem sobre suas experiências, promovendo essa troca de informações. Eles avaliam as potencialidades dos alunos e se colocam como ‘investidores’. Os três projetos que receberem mais investimentos ganham a mostra. Mesmo não sendo fácil, não desisto de promovê-la, porque sei da importância que é incentivar o empreendedorismo e como os alunos e o mercado reagem a essa ação”, comentou.

Oportunidade – Ao falar sobre a decisão de adiar a edição deste ano do prêmio, a gerente da Unidade de Educação Empreendedora do Sebrae Paraíba, Humara Medeiros, ressaltou que o tema deve continuar presente nas instituições de ensino, dentro das possibilidades, para que os alunos permaneçam em contato com a cultura empreendedora.   

“Vamos aproveitar esse momento difícil que estamos passando para que possamos criar oportunidades de novos projetos, que ajudem a mudar as realidades vividas no estado e no país, que muitas vezes nos intranquilizam, principalmente no tocante ao empreendedorismo. Então, nos preparemos nesse momento para que em 2021 possamos contar histórias reais de grandes resultados para as escolas, as comunidades onde estão inseridas e que possamos, cada vez mais, elevar o nível do entendimento de educação empreendedora na Paraíba”, declarou.

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