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Maior hospital do Vale do Sinhos, o Regina (Novo Hamburgo) entra em crise por falta de pacientes


Novo Hamburgo possui três hospitais: Regina, Geral e Unimed. O município registra apenas 26  casos acumulados de pacientes infectados e apenas duas mortes, ambas bem no início da crise

O Hospital Regina, Novo Hamburgo, região metropolitana de Porto Alegre, demitiu 132 dos seus trabalhadores porque não tem pacientes, o que desequilibrou suas contas e obrigou os gestores a reduzir custos. Entre os demitidos estão médicos com mais de 60 anos. Gisele Albaneo, a diretora-executiva, tirou nota para explicar que diante da pandemia, foram suspensos procedimentos ambulatoriais, cirurgias eletivas e ocupação de leitos, o que reduziu drasticamente a receita e sem queda nos gastos. Novas medidas de redução de custos serão tomadas, como menores jornadas de trabalho e suspensões de contratos. Gisele disse que a receita despencou 70% em março e este mês será ainda pior.

O município tem 250 mil habitantes e é considerado a capital nacional do calçado, embora não seja mais.

Ao contrário do que o leitor pode supor, o Regina não é um hospitalzinho qualquer, mas é extraordinariamente bem gerido, tem dimensões e qualidade iguais ou superiores às do maior hospital de Porto Alegre, o Moinhos de Vento, mas há dois meses enfrenta falta grave de pacientes, o que se deve a pelo menos duas circunstâncias:

Reserva para vírus chinês
O hospital preparou-se para uma crise sanitária sem precedentes e ela não aconteceu até agora.

Pacientes e médicos confinados
Pacientes com cirurgias eletivas e cirurgiões do município acabaram confinados em casa e não agendam nada.


polibiobraga

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