Defesa coloca em operação centro que vai coordenar uso de militares nas ações contra o coronavírus


Militares poderão ser usados em ações do governo federal, que vão desde controle de fronteiras até encaminhamento suspeitas de infecção. Imagem mostra momento em que policiais fecham a fronteira do Brasil com a Guiana, após determinação do governo federal
O Ministério da Defesa anunciou neste sábado (21) o início do funcionamento de um centro de operações que vai coordenar e planejar o emprego das Forças Armadas em ações do governo visando o combate à pandemia do novo coronavírus.
Em nota, o ministério informou também o início do funcionamento de dez comandos, espalhados pelas cinco regiões do país, e do Comando Aeroespacial.
"As Forças Armadas permanecerão em condições de disponibilizar recursos operacionais e logísticos quando se fizerem necessários para apoiar as ações", informa a nota do Ministério da Defesa.
O documento lista ainda os tipos de ações em que os militares poderão ser empregados. Entre elas estão:
controle de passageiros e tripulantes em aeroportos, portos e terminais marítimos; controle de fronteiras;
descontaminação de pessoas, ambientes e materiais em unidades especializadas em defesa química e biológica.
Ainda de acordo com o ministério, militares poderão ser usadas no apoio à triagem e no encaminhamento a hospitais de pessoas suspeitas de infecção pelo coronavírus.
Decisões anunciadas pelo governo federal nos últimos dias criaram a possibilidade de determinação de, por exemplo, isolamento e tratamento médico compulsório durante a situação de emergência devido à pandemia.
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O Ministério da Defesa informou ainda que o centro de operações poderá ser acionado no caso da necessidade de instalação de hospitais de campanha.
"Devido à possibilidade de elevada demanda e da limitada disponibilidade e capacidade desses meios, o apoio dos hospitais de campanha será avaliado com especial cuidado", informa a nota.
Ainda de acordo com o ministério, os comandos conjuntos, nos estados, vão passar a avaliar pedidos de apoio em ações dos governos estaduais.
G1

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