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João diz que conviveu com “boicotes” e “sabotagens” dentro do Governo


A carta divulgada nesta terça-feira (3) pelo governador João Azevêdo, anunciando a saída do PSB, traz elementos que demonstram claramente que a crise no partido ao longo dos últimos meses teria superado, e muito, as disputas internas pelo controle da legenda. A ‘guerra’ teria ameaçado o andamento de ações do próprio Governo, o que João classificou como “boicotes e sabotagens internos à gestão”. 
“Convivi neste período, com boicotes e sabotagens internos à gestão promovidos por alguns, que apegados a funções e salários, não tiveram a dignidade de entregar seus cargos, agindo ou não sob algum tipo de comando superior”, discorre a carta divulgada pelo governador, sem citar quem seriam os autores dos ataques.
O trecho talvez seja o mais grave da carta divulgada por João nesta terça-feira. É que disputas políticas e pelo controle de partidos são legítimas e fazem parte do jogo democrático. Mas nos tempos atuais e dentro de um projeto que ficou conhecido pela defesa de práticas “republicanas” (pelo menos no discurso), é impensável que um racha partidário possa ter desencadeado ações para inviabilizar o próprio Governo – cujo beneficiário primário, dessas ações, é a população paraibana.
Se sabotagens e boicotes tiverem ocorrido, o discurso de que interesses individuais não deveriam estar acima do bem coletivo sofre, invariavelmente, um duro golpe. A prática se assemelha a algo tão combatido (pelo menos no discurso) pelas lideranças do PSB paraibano nos últimos anos: a ‘velha política’. Ao PSB, claro, cabe demonstrar que isso nunca existiu.

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