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Líder de fuga do PB1 é condenado por roubo a banco em shopping de Campina Grande


Líder da organização criminosa que roubou a agência da Caixa Econômica Federal localizada no principal shopping de Campina Grande, Romário Gomes Silveira, conhecido como Romarinho, foi condenado a 42 anos de reclusão e ao pagamento de 1.686 dias-multa. Segundo o Ministério Público Federal, autor da ação penal contra ele, a sentença foi decretada na terça-feira (6) pela 4ª Vara da Justiça Federal. Romarinho é também apontado como ‘cabeça’ da fuga em massa do Presídio PB1, em João Pessoa, ocorrida em setembro de 2018.
O crime na agência bancária aconteceu em 17 de janeiro de 2018. Durante a ação, foram roubados R$ 419.903,00 dos terminais de autoatendimento da Caixa, bem como 24 relógios de uma das lojas do shopping.
O réu condenado foi julgado em separado, com relação aos demais integrantes da organização criminosa, porque estava foragido do sistema penitenciário quando teve início o julgamento do processo principal, em que figurava como réu ao lado de outros sete envolvidos nas explosões e roubo dos terminais de autoatendimento da Caixa Econômica no shopping.
Fuga de Romarinho aconteceu em ataque ao PB1 (Walter Paparazzo/G1)
A fuga do condenado Romário Silveira ocorreu na madrugada de 10 de setembro de 2018, quando ele estava preso por ataque a um carro-forte no município de Lucena. Ele foi resgatado pela organização criminosa em um ataque ao PB1. Conforme registra a sentença, no momento do resgate, constatou-se que “os comparsas do denunciado foram diretamente à sua cela, que estava sendo sinalizada por um celular, e ao libertá-lo, imediatamente entregaram-lhe um fuzil, passando ele a comandar toda a operação [de fuga]”.
Em 14 de junho de 2019, Romarinho foi capturado em um shopping de Fortaleza, em uma ação conjunta da Polícia Federal e das polícias militares da Paraíba e do Ceará.
Trechos da sentença destacam o poder de fogo do grupo e a liderança do condenado: “a organização criminosa é conhecida por utilizar armamentos pesados, de uso militar, para fazer frente a qualquer reação policial, fato que evidencia a posição de proeminência de Romário na referida organização”. Outro trecho aponta o comando do réu: “nos diversos registros de conversas entre o denunciado e terceiros, Romário é tratado por ‘patrão’ ou ‘chefe’, o que corrobora a conclusão de que exerce atividade de liderança na organização”.
Primeiros condenados
Em 28 de julho de 2019, aa 4ª Vara da Justiça Federal também condenou os demais integrantes do grupo de Romarinho pela prática de roubo majorado, organização criminosa, disparo de arma de fogo e por utilização de arma de fogo de uso restrito. Foram sete os condenados: Aldair Monteiro da Silva (36 anos de reclusão e pagamento de 1.365 dias-multa); Edvaldo Farias de lima Filho (36 anos de reclusão e 1.365 dias-multa); Israel Araújo Barbosa (36 anos de reclusão e 1.365 dias-multa); Hélio Lopes de Almeida (36 anos de reclusão e 1.365 dias-multa) e Marcelo Diniz Balbino (36 anos de reclusão e 1.365 dias-multa); Wamberkson Costa de Macedo (28 anos e 6 meses de reclusão e 1.050 dias-multa) e Thayronne Estevan Mendes Vanderlei (7 anos e 6 meses de reclusão).


jornaldaparaiba

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