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"OBRIGAÇÃO": Diretor do CRM-PB diz que se Panta não contratar anestesistas até o dia 25 de julho, Hospital Flávio Ribeiro será interditado, em Santa Rita


O Conselho Regional de Medicina da Paraíba - CRM-PB realizou inspeção no Hospital e Maternidade Flaávio Ribeiro Coutinho, em Santa Rita, nesta sexta-feira (12).

Em entrevista ao Jornal da Correio na noite de ontem, o Diretor de Fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa, disse que a visita se deu pela falta de médicos anestesistas na unidade hospitalar para dar plantão 24 horas, o que prejudica gravemente o atendimento do hospital e da maternidade, haja vista ao fato de ambos receberem constantemente pacientes com casos cirúrgicos e ficarem impossibilitados e realizar os  procedimentos sem a presença desses profissionais, fazendo com que a população local precise se deslocar para João Pessoa para ser atendida.

Ele explica que o contrato da fundação com a Cooperativa de Anestesiologia do Estado da Paraíba havia sido encerrado, causando desfalque no quadro médico do hospital, além do que também não admitiu uma proposta de que o atendimento se restringisse ao dia, suspendendo suas atividades no período da noite, prejudicando quem procurasse a unidade.

João Alberto julgou como "inaceitável" que uma unidade do porte e da importância do Flávio Ribeiro, que atende a toda região circunvizinha, tenha um serviço tão importante deficiente, como o atual, por falta de atenção do  poder público.

"Hoje nós fomos no hospital e constatamos que à noite não iria ter médico anestesista para atender a quem procurasse aquela unidade. Diante dessa circunstância e, pelas informações anteriores que nós tínhamos recebido, havia um extrato contratual com a Cooperativa dos Anestesistas e, portanto, o hospital ficaria desfalcado. É inaceitável que o hospital e maternidade que atende não só a Santa Rita, como a toda região circunvizinha, tenha um serviço funcionando incompleto, porque foi pedido pela diretoria que funcionasse apenas pela manhã. Não, não é possível", disse ele.

O Diretor de Fiscalização do CRM-PB afirma ainda que, com as informações que já obtinha do problema em Santa Rita, caso  o não fosse resolvido, faria a interdição ética dos  profissionais já nesta sexta, mas que deu prazo até o próximo dia 25 para a solução do caso.

Dr. João Alberto Pessoa explicou também que a responsabilidade não é só do hospital, mas da Prefeitura Municipal, como ente provedor da saúde pública, que tem "obrigação de dar o suporte para que os seus cidadãos não fiquem  à mercê da própria sorte". Ele diz contar com a sensibilidade do prefeito Emerson Panta para contratar os médicos anestesistas para que o CRM não tenha que interditar o único hospital e maternidade de Santa Rita.

"Diante dessas circunstâncias, fomos hoje ao hospital, inclusive já com a ideia de que, se não fosse resolvida essa situação, nós iríamos promover a chamada interdição ética, porque essa responsabilidade não é só do hospital, a responsabilidade também é da prefeitura, que tem obrigação de dar o suporte para que os seus cidadãos não fiquem  à mercê da própria sorte, tendo que vir pra João Pessoa. Esperamos que a prefeitura tenha sensibilidade e que possa contratar médicos anestesistas para evitar que nós tenhamos que interditar até o dia 25", pontuou.

Para finalizar, o diretor do CRM-PB explica que um contrato emergencial e temporário foi feito ontem com a cooperativa, que manterá profissionais de plantão 24 horas por dia no Hospital e Maternidade Flávio Ribeiro Coutinho até o dia 25 de julho, mas que Panta e a secretária Desterro Catão têm a "obrigação" de contratar os anestesistas o quanto antes para que não ocorra a interdição da unidade hospitalar santarritense.

"O hospital está funcionando porque quando fomos hoje foi feito um contrato com a COOPANEST (Cooperativa de Anestesiologia do Estado da Paraíba), em situação emergencial, e foi solucionado temporariamente, de forma que a equipe de anestesistas vai ficar permanente até o dia 25. No entanto, o prefeito e a Secretaria de Saúde do município terão a obrigação de solucionar isso o mais breve possível para não deixar de atender à população daquela cidade", finalizou.

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