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Eleições 2018: Bolsonaro passará sua campanha para as redes e deixará ruas para aliados


Impossibilitado de fazer atos públicos de campanha após ter sido atingido por uma facada na quinta-feira (6), o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) deve usar as redes sociais para se dirigir a seus eleitores nos próximos 30 dias que antecedem as eleições.
Menos de 24 horas depois de ter sofrido o atentado, ele recorreu à internet para tranquilizar seguidores: "Estou bem e me recuperando!", escreveu. "Agradeço do fundo do meu coração a Deus, minha esposa e filhos, que estão ao meu lado, aos médicos que cuidam de mim e que são essenciais para que eu pudesse continuar com vocês aqui na Terra, e a todos pelo apoio e orações!"
Como a internação pode durar pelo menos dez dias, outros assumirão a dianteira nos atos de rua. Já foram escalados para a função dois de seus filhos, o candidato ao Senado Flavio Bolsonaro (PSL-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que disputa reeleição. O vice da chapa, general Hamilton Mourão (PRTB), também deve assumir algumas das agendas.
  • Mentor econômico de Bolsonaro vai a hospital, mas não vê candidato
    O economista Paulo Guedes, mentor econômico do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), que é colocado pelo candidato como seu ministro da Fazenda em caso de vitória, compareceu ao hospital Albert Einstein neste sábado (8), mas não entrou no quarto para preservar Bolsonaro, que se recupera de facada recebida na quinta (6).
    Guedes passou rapidamente pela área de entrevistas sem falar. Já na rua, ignorou diversas perguntas. Irritado, disse não ter falado com Bolsonaro e não ter nada a dizer.
    "Respeitem o cara. Vocês deviam estar atrás de quem fez isso. Respeitem. Eu não subi no quarto, vim só para abraçar a família, justamente por respeito", disse.
    Perguntado sobre aliados que têm gravado vídeos com Bolsonaro na UTI, como o senador Magno Malta (PR-ES), ele balançou a cabeça e disse: "Você é um cara inteligente", denotando reprovação à atitude.
    Sobre a possibilidade de substituir Bolsonaro em debates, ele perguntou "tem cabimento um economista substituir um candidato?". (Guilherme Seto)
  • 12h158.set
    Flavio Bolsonaro assume no domingo primeira agenda de seu pai
    Diante da impossibilidade de fazer atos de campanha, Jair Bolsonaro (PSL) será representado por um de seus filhos em ato que estava programado para este domingo (9), no Rio de Janeiro.
    O deputado estadual e candidato ao Senado Flavio Bolsonaro (PSL-RJ) fará uma caminhada no calçadão de Copacabana. Essa agenda estava programada como um ato de campanha de seu pai.
    Este seria o primeiro compromisso oficial do presidenciável em um domingo. Até então, ele estava aproveitando para descansar e ficar com a família nos domingos e segundas-feiras.
    A agenda foi anunciada neste sábado (8) por Flavio, em sua conta do Twitter.
    "Meu pai segue evoluindo e começou agora a fisioterapia.
    Muito obrigado a todos pela força e pelas orações!
    Pessoal do Rio de Janeiro, amanhã (domingo), às 11:00, no posto 6, tem ato pela vida de Bolsonaro, em Copacabana.
    Em breve mais detalhes, tá ok?!".
    Como a Folha publicou neste sábado, a campanha calcula que a recuperação de Bolsonaro, que foi atacado por uma facada na quinta (6), deve impedi-lo de fazer campanha até as eleições.
    Os atos devem ser assumidos pelos filhos de Bolsonaro ou pelo vice, o general Hamilton Mourão, enquanto ele grava vídeos e divulga pelas redes sociais. (Talita Fernandes)
  • 12h098.set
    Filho publica foto de Bolsonaro sentado e fazendo gesto de arma
    "Meu pai segue evoluindo e começou agora a fisioterapia.
    Muito obrigado a todos pela força e pelas orações!
    Pessoal do Rio de Janeiro, amanhã (domingo), às 11:00, no posto 6, tem ato pela vida de Bolsonaro, em Copacabana.
    Em breve mais detalhes, tá ok?!"
  • 11h368.set
    PF procura campanha de Haddad; dois carros da PM acompanham agenda do candidato
    Vice na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-prefeito Fernando Haddad afirmou que sua campanha foi procurada pela Polícia Federal para debater reforço de sua segurança ao longo do processo eleitoral.
    Haddad disse que ainda não houve novo contato e que não sabe se há disponibilidade de agentes para candidatos a vice.
    Marlene Bergamo/Folhapress
    O candidato a vice-presidente Fernando Haddad (PT) participa, ao longo do dia, de caminhadas na zona sul de São Paulo
    O candidato a vice-presidente Fernando Haddad (PT) participa, ao longo do dia, de caminhadas na zona sul de São Paulo
    Ele disse ainda que cabe à polícia decidir sobre a necessidade de reforço.
    Na manhã deste sábado (8), dois carros da PM acompanham a agenda do petista. Tenente Marconi, do 50º BPM, apresentou-se ao candidato afirmando que haveria temor de retaliações após ataque ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).
    Haddad disse que não temia retaliação porque não tinha nada a ver com o PT.
    O ex-prefeito disse ainda que insistirá no bom debate inclusive para facilitar o trabalho dos policiais.
    Em Parelheiros, Haddad cumprimentou o candidato João Goulart Filho que, coincidentemente, fazia corpo a corpo na mesma praça onde Haddad discursara.
    O petista perguntou se Goulart Filho estava filiado ao PDT, de Ciro Gomes.
    O filho do ex-presidente João Goulart concorre ao Palácio do Planalto pelo PPL. (Catia Seabra)
  • 11h108.set
    Boulos diz que repudia a violência política de todos os lados
    Seja contra a vereadora Marielle Franco (PSOL), assasinada em março, seja contra Jair Bolsonaro (PSL), esfaqueado na quinta (6), a violência deve ser condenada sem filtros ideológicos, disse o presidenciável psolista, Guilherme Boulos, neste sábado (8).
    "A gente repudia a violência política de todos os lados, não só quando e contra nós", afirmou o líder do MTST em ato numa laje em Heliópolis, zona sul paulistana.
    Boulos foi questionado sobre falas que se repetiram no Grito dos Excluídos, evento de tintas progressistas em que predominaram alegações de que Bolsonaro teria forjado o atentado contra ele ("fake facada"); colhido o que plantado, recebendo de volta o discurso de ódio que prega.
    Não criticou diretamente os colegas de esquerda, mas rechaçou esse tipo de discurso. "Nos colocamos de maneira clara para repudiar o ataque. Esperamos a recuperação rápida dele [Bolsonaro] e esperamos que, daqui até o 7 de outubro, a campanha não seja pautada pelo ódio."
    Danilo Verpa/Folhapress
    O candidato à Presidência Guilherme Boulos (PSOL) durante agenda de campanha na comunidade de Heliópolis, zona sul da capital paulista
    O candidato à Presidência Guilherme Boulos (PSOL) durante agenda de campanha na comunidade de Heliópolis, zona sul da capital paulista
    O fato de o autor do atentado, Adelio Bispo de Oliveira, ter sido filiado ao PSOL no passado não significará um recrudescimento da história contra o partido, segundo o candidato. "Isso é página virada."
    Em redes sociais, Oliveira defendia de Putin a Maduro, criticava homossexuais e tinha discursos confusos contra a maçonaria e a favor de alguns generais.
    Segundo o advogado do agressor, Zanone Manoel de Oliveira Júnior, seu cliente cometeu o crime sem ajuda de ninguém.
    Ele afirmou que as motivações de Oliveira foram políticas, por divergências na forma de pensar do candidato, religiosa -ele seria, segundo o advogado, testemunha de Jeová-, e raciais. (Anna Virginia Balloussier)
  • 11h008.set
    Bolsonaro está estável e já poderá se sentar, segundo boletim
    Boletim médico divulgado pelo hospital Albert Einstein na manhã neste sábado (8) diz que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) passou a noite sem intercorrências e seu quadro de saúde mantém-se estável.
    O candidato recebeu uma facada na quinta-feira (6), durante ato de campanha em Juiz de Fora.
    Com a estabilidade do quadro, Bolsonaro poderá começar a se sentar. Antes disso, só podia ficar deitado. De todo modo, ele continuará na UTI.
    O boletim também descarta, no momento, a necessidade de uma nova cirurgia.
    Bolsonaro segue sem poder comer, e atualmente recebe alimentação pela veia.
    "Os exames laboratoriais e de imagem realizados durante avaliação médica mostraram resultados estáveis. Encontra-se em boas condições cardiovascular e pulmonar, sem sinais de infecção", diz o boletim.
    O presidenciável está com o abdômen distendido e com leve inflamação local, o que é normal em casos de lesões traumáticas como as que sofreu.
    A sonda da bexiga deverá ser retirada hoje, segundo a Folha apurou.
    Não há sinal de infecção, preocupação maior nesses primeiros dias, dado que o intestino foi atingido. (Guilherme Seto e Igor Gielow)
  • 10h468.set
    Haddad reforça segurança
    Um dia depois do ataque a Jair Bolsonaro (PSL), o PT triplicou o número de seguranças que acompanham o ex-prefeito Fernando Haddad nas atividades de campanha.
    Na manhã de sábado, em Parelheiros, seis seguranças o acompanharam, em vez da habitual equipe de dois homens.
    No extremo sul da capital, Haddad responsabilizou o ex-prefeito João Doria pelas mazelas da região. Haddad disse que entregou ao sucessor o hospital de Parelheiros com 85% de execução. E que Doria não foi capaz de concluí-lo em dois anos de governo.
    Após listar as promessas de Doria, Haddad disse que o tucano afirmou que não deixaria o cargo. Mas sumiu.
    Quando cobrado por moradores de Vargem Grande, Haddad repetiu que Doria não levou a cabo as obras em curso.
    Questionado por uma moradora se assumirá a vaga de Lula na corrida presidencial, Haddad respondeu "provavelmente". (Catia Seabra)
  • 10h178.set
    Magno Malta diz que facada é a imagem a ser explorada na campanha de Bolsonaro
    O senador Magno Malta (PR-ES) disse neste sábado (8) que a principal imagem a ser explorada na campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) a partir de agora será a facada sofrida pelo aliado. Malta também afirmou que caberá àqueles que são próximos ao candidato assumir os atos de campanha na rua.
    "É a ultima imagem que temos dele, e completamente avessa a tudo que ele fala. Se ele defendesse a violência os seguidores dele teriam acabado com o sujeito ali. Vamos usar essa imagem", disse o senador.
    "É a imagem da desmoralização desse discurso de que ele é violento. Tomou cuspida e ovada na cara, jogaram purpurina, deram uma facada, ele nunca fez nada."
    "O povo tem que assumir a campanha dele, porque o Bolsonaro não vai ter condições. Todos e nós vamos assumir. A costureira, o taxista, o sacerdote, os jornalistas", completou.
    Malta ainda disse que em alguns vídeos é possível ver que Bolsonaro leva um soco na costela e é cutucado na região do ferimento. Segundo ele, os policiais estariam investigando um homem "de camiseta marrom" que teria agredido o candidato.
    Antes de entrar no hospital Albert Einstein, em São Paulo, Malta disse ter conversado com a família de Bolsonaro na manhã deste sábado e que o estado de saúde permanece estável, com batimentos cardíacos regulares e pressão sob controle. (Guilherme Seto)
  • 10h108.set
    Agressor de Bolsonaro é transferido para presídio federal
    Adelio Bispo de Oliveira, 40, foi transferido no início da manhã deste sábado (8) para o presídio de segurança máxima em Campo Grande (MS).
    O agressor deu uma facada no candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) durante evento de campanha em Juiz de Fora (MG) na última quinta-feira (6).
    Ele passou a noite de sexta para sábado prestando um último depoimento a policiais federais e civis em Juiz de Fora antes de ser transferido. Investigadores aproveitaram a oportunidade para fazer novos questionamentos ao agressor.
    Oliveira foi preso em flagrante e havia dado basicamente um longo depoimento ao longo das horas seguintes ao crime.
    Ricardo Moraes/Reuters
    Agressor do candidato Jair Bolsonaro (PSL) no aeroporto de Juiz de Fora durante transferência para presídio em Campo Grande
    Agressor do candidato Jair Bolsonaro (PSL) no aeroporto de Juiz de Fora durante transferência para presídio em Campo Grande
    Ele chegou a passar uma noite em uma cadeia estadual de Juiz de Fora.
    Na sexta, Oliveira teve prisão preventiva confirmada pela Justiça Federal, após audiência de custódia em que ficou definido o seu envio a um presídio federal.
    Ele foi autuado na Lei de Segurança Nacional por atentar contra a vida de uma pessoa pública por motivações políticas. (Lucas Vettorazzo)
  • Folha

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