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Tovar: População espera respostas para o desmando que foi o Jampa Digital



O deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB) disse, nesta quinta-feira (3), que a população espera uma resposta sobre o escândalo do Jampa Digital, ainda na gestão de Ricardo Coutinho (PSB) como prefeito de João Pessoa. Relatório da Polícia Federal mostra que recursos do projeto, criado para levar internet gratuita à população da Capital, foram desviados e usados na campanha de 2010, quando o socialista foi eleito governador da Paraíba. “O dinheiro foi gasto, mas internet que é bom, a população não tem. A população espera respostas para o desmando que foi o Jampa Digital”, disse.
 
“Está cada vez mais próximo dos paraibanos terem uma resposta sobre o caso do Jampa Digital. O relatório da Polícia Federal mostra todo o esquema montado para desviar recursos em prol do governador e isso é muito grave. Foram milhões em dinheiro público possivelmente utilizado em benefício próprio. Isso precisa de uma resposta e os paraibanos esperam por isso”, destacou o deputado.
 
O relatório da Polícia Federal sobre as investigações do Jampa Digital revela em sua página inicial que o governador Ricardo Coutinho foi o responsável pela assinatura do contrato celebrado no dia 13 de outubro de 2009 entre a União, por intermédio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e a Prefeitura Municipal de João Pessoa, no valor de R$6.256.000.00 para fins de “Criação da Plataforma de Convergência Social e Digital de João Pessoa”.
 
O Ministério da Ciência e Tecnologia investiu no programa R$ 4.756.000,00, enquanto a Prefeitura de João Pessoa, comandada à época pelo PSB, entrou com uma contrapartida de R$ 1,5 milhão. Grande parte do dinheiro, conforme o relatório da Polícia Federal foi desviado.
 
Julgamento adiado - O caso do Jampa Digital tramita no Tribunal de Contas do Estado através do processo (nº 02617/12) e tem o objetivo de apurar eventuais irregularidades na licitação da compra dos equipamentos, e os prejuízos causados ao erário municipal. O processo iria ser julgado pela Primeira Câmara do Tribunal de Contas do Estado nesta quinta-feira, mas, por sugestão do conselheiro Marco Antônio Costa, a sessão, não apenas foi adiada (16 de maio), como agora será tratada diretamente pelo Pleno.

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