A vereadora Waleria Assunção voltou a cobrar, na tribuna da Câmara Municipal de Campina Grande, providências da Prefeitura para garantir o fornecimento de insumos de uso contínuo a um idoso cadeirante que mora sozinho no bairro do Ligeiro. Segundo a parlamentar, mesmo após uma primeira denúncia, o paciente continua enfrentando dificuldades para receber o material necessário ao seu tratamento.
O caso foi apresentado pela vereadora em agosto, quando ela procurou a Unidade Básica de Saúde (UBS) Serra da Borborema para entender por que o idoso estava há vários meses sem receber lidocaína e sonda uretral, materiais utilizados continuamente por ele. Na ocasião, Waleria foi informada de que o paciente não tinha cadastro na unidade, o que explicaria a interrupção do fornecimento.
Após a denúncia, um agente comunitário de saúde foi até a residência do idoso e realizou o cadastro. No entanto, de acordo com a vereadora, os insumos passaram a ser encaminhados para uma unidade de saúde no bairro de Bodocongó, distante de sua residência, em vez de serem disponibilizados no Ligeiro.
A parlamentar relatou que o idoso não tem familiares em Campina Grande, possui limitações de locomoção e depende da ajuda de amigos e vizinhos para buscar o material. Ela também afirmou que ele foi ameaçado de perder o fornecimento caso não comparecesse à unidade onde os insumos estão sendo disponibilizados.
“Ele é cadeirante, é idoso, mora só e não tem parentes aqui. Como é que ele vai buscar esse insumo em Bodocongó?”, questionou Waleria, ao defender que o material seja encaminhado à unidade de saúde responsável pelo atendimento da comunidade onde o paciente mora.
Durante o pronunciamento, a vereadora exibiu um vídeo no qual o próprio idoso relata as dificuldades enfrentadas para conseguir os insumos. Na gravação, ele afirma não ter condições de se deslocar mensalmente até outro bairro e pede apoio para garantir o acesso ao material de que necessita.
Além da dificuldade de acesso, Waleria Assunção relatou que recebeu reclamações de outras pessoas sobre a qualidade das sondas e das luvas fornecidas pela rede pública municipal. Como exemplo, mencionou o caso de uma moradora do bairro Aluísio Campos que, segundo a parlamentar, afirmou que o material recebido causava desconforto e que precisaria comprar outro por conta própria.
A vereadora também questionou a ausência de visitas regulares de agentes comunitários de saúde a pessoas idosas, acamadas ou com dificuldades de locomoção. Segundo ela, moradores que precisam de acompanhamento contínuo, como pacientes com diabetes e hipertensão, estariam enfrentando dificuldades para receber a assistência necessária.
Waleria defendeu que o acompanhamento domiciliar seja realizado quando necessário, especialmente para pessoas que não conseguem se deslocar até as unidades de saúde. Ela também questionou a efetividade do Programa Saúde da Família diante das situações relatadas durante suas visitas às comunidades.
A parlamentar informou que encaminhará novo ofício à unidade básica de saúde para solicitar explicações e uma solução para o caso. Ela também afirmou que, se o fornecimento dos insumos for interrompido, recorrerá ao Ministério Público para buscar providências.
“É obrigação, não é favor”, declarou a vereadora, ao cobrar que o município assegure ao paciente o acesso ao material necessário ao tratamento.
Waleria ressaltou que a atuação parlamentar também envolve a fiscalização dos serviços públicos e a cobrança de respostas às demandas da população. Para ela, o caso evidencia a necessidade de melhorar o atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade e garantir que os serviços de saúde cheguem a quem mais precisa.




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