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Ruy repudia caso de cachorro puxado por casal em moto no Sertão da Paraíba

Diante das imagens de um cachorro sendo puxado por um casal que seguia em uma motocicleta no município de Paulista, no Sertão da Paraíba, o deputado federal Ruy Carneiro (Podemos) demonstrou perplexidade e revolta. O caso aconteceu no último sábado, 29, e foi filmado por uma pessoa que presenciou a cena e também se indignou com o tratamento dado ao animal.

O homem que fez a gravação pediu que o condutor da motocicleta parasse ou soltasse o cachorro, mas não foi atendido. As imagens mostram o cão correndo enquanto é puxado por uma corda segurada pela mulher que está na garupa da moto.

"É uma situação de maus-tratos que inquieta e causa indignação. O tutor disse que estava levando o animal para ser vacinado, mas isso não justifica o sofrimento imposto ao cachorro. A moto segue em movimento e ele precisa se esforçar para acompanhar o veículo", declarou Ruy.

O deputado é autor do Projeto de Lei 2.237/2019, que estabelece diretrizes e normas nacionais de proteção e bem-estar de animais domésticos e silvestres e define conceitos de abuso, maus-tratos e crueldade.

O caso registrado em Paulista guarda relação direta com uma das condutas previstas na proposta. Entre as situações enquadradas como maus-tratos, o texto contempla a condução ou exercício de animais presos a veículos motorizados em movimento. O projeto também considera maus-tratos ações ou omissões que provoquem dor, estresse, desconforto ou sofrimento, inclusive aquelas que vèm de negligência, imprudência ou imperícia.

"Os maus-tratos podem ocorrer inclusive sem que exista a intenção deliberada de fazer o animal sofrer. Já a crueldade é definida no projeto como o ato intencional que provoca dor ou sofrimento desnecessário. Precisamos avançar na prevenção, fiscalização e combate a todas essas práticas", explicou Ruy.

O casal foi denunciado à polícia, mas não chegou a ser preso em flagrante porque não foi localizado logo após o episódio. Na noite desta segunda-feira, 31, os dois se apresentaram à Delegacia de Polícia Civil de São Bento e prestaram depoimento. Eles alegaram que houve um "mal-entendido" e afirmaram que pretendiam levar o cachorro para ser vacinado. Após serem ouvidos, foram liberados, e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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