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João Azevêdo diz que não se arrepende de ter mantido secretários denunciados nos cargos

Tibério Limeira e Pollyanna Werton foram denunciados pelo Ministério Público por um suposto envolvimento no Caso Padre Zé


O ex-governador João Azevêdo (PSB) foi o entrevistado desta quinta-feira (3) na série de entrevistas do Bom Dia Paraíba, das TVs Cabo Branco e Paraíba, com os principais candidatos ao Senado. Durante a sabatina, foram abordados temas que dizem respeito ao período em que ele esteve à frente do Executivo estadual, assim como propostas para o Senado.

Um dos temas foi o não afastamento dos ex-secretários Tibério Limeira e Pollyanna Werton, denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, no caso que ficou conhecido como 'escândalo do Padre Zé'.

João Azevêdo justificou a manutenção dos auxiliares com base na presunção da inocência e declarou que não se arrepende da postura, mesmo com a denúncia feita pelo MP.

Claro que eu não me arrependo. Na verdade, o Ministério Público fez uma investigação e em dezembro de 2025 a encaminhou à Justiça. Não foi pedido o afastamento de nenhum secretário que poderia (o Ministério Público) ter pedido se houvesse gravidade no fato denunciado, e o Tribunal de Justiça só acatou (a denúncia) em maio, quando eu já não era mais governador. Não havia nenhum tipo de julgamento. O mínimo que alguém merece é presunção de inocência", disse João Azevêdo.

A denúncia feita pelo MP relata um suposto esquema de pagamento de propina, classificado como "devoluções", por parte de empresas que forneciam produtos para as instituições e eram contratadas para fornecer itens para o hospital e refeições para o Programa Prato Cheio.

Em 27 de maio deste ano, o Tribunal de Justiça da Paraíba acatou a denúncia do MP e tornou réus Tibério, Pollyanna e mais 14 pessoas. Com relação aos ex-secretários, a denúncia do Gaeco aponta que Tibério Limeira teria recebido R$50 mil no suposto esquema. Já Pollyana Werton teria sido beneficiada com a cifra de R$70 mil.

Os dois ex-secretários negam as irregularidades e dizem que irão provar inocência junto à Justiça.




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JPB

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