O presidente da Câmara Municipal de Campina Grande, vereador
Saulo Germano, apresentou um Projeto de Lei que torna obrigatória a instalação,
operação e manutenção de sistemas de videomonitoramento em equipamentos e
espaços públicos municipais que venham a ser objeto de novas concessões,
permissões de uso ou parcerias público-privadas (PPPs) firmadas pelo Poder
Executivo. A proposta abrange locais como parques, praças, mercados públicos,
centros esportivos, terminais de transporte, estacionamentos e outros
equipamentos administrados pela iniciativa privada.
De acordo com o texto, a responsabilidade pela implantação,
manutenção e atualização tecnológica dos equipamentos ficará exclusivamente com
a empresa concessionária ou parceira privada, sem gerar despesas para o
Município. Além disso, os contratos deverão prever o funcionamento ininterrupto
do sistema, manutenção preventiva e corretiva, sinalização informando a
existência das câmeras e o compartilhamento das imagens com as autoridades
competentes, quando houver requisição legal.
Na justificativa da matéria, Saulo Germano afirma que o
objetivo é reforçar a segurança dos espaços públicos diante do crescimento das
concessões e parcerias entre o poder público e a iniciativa privada.
"O presente Projeto de Lei tem como objetivo fortalecer
a segurança dos equipamentos e espaços públicos municipais cuja administração
venha a ser delegada à iniciativa privada mediante concessão, permissão de uso
ou parceria público-privada."
O parlamentar destaca ainda que o videomonitoramento é uma
ferramenta preventiva, capaz de reduzir atos de vandalismo, furtos e outras
ocorrências que comprometem o patrimônio público e a segurança dos
frequentadores.
"A instalação de sistemas de videomonitoramento
constitui instrumento amplamente reconhecido como medida preventiva capaz de
reduzir atos de vandalismo, depredações, furtos, roubos e demais ocorrências,
além de facilitar a identificação de autores de ilícitos e auxiliar os órgãos
de segurança pública."
Outro ponto enfatizado pelo vereador é que a proposta não
cria novas despesas para os cofres municipais, uma vez que os custos serão
assumidos pelas empresas responsáveis pela administração dos espaços.
"O projeto não impõe qualquer obrigação financeira
imediata ao Município, limitando-se a estabelecer diretriz legal para que
futuros contratos administrativos contemplem cláusulas obrigatórias relativas
ao videomonitoramento, atribuindo os custos de implantação e manutenção
exclusivamente ao concessionário, permissionário ou parceiro privado."
O texto também determina que toda a utilização das imagens
deverá respeitar a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo a
privacidade dos cidadãos e restringindo o uso das gravações às finalidades de
segurança pública, proteção patrimonial, fiscalização contratual e investigação
de ilícitos.
Saulo Germano argumenta que a proposta acompanha a evolução
dos modelos de gestão compartilhada dos bens públicos e busca oferecer mais
segurança à população, preservando o patrimônio municipal e melhorando a
qualidade dos serviços prestados nos espaços administrados pela iniciativa
privada.




0 Comentários