_Pré-candidato afirma que a Paraíba manteve um leilão com apenas um concorrente e promete rever a concessão caso seja eleito governador_
Em um momento em que o mercado brasileiro de saneamento demonstra desaceleração e maior cautela dos investidores, conforme reportagem do Estado de S. Paulo, o pré-candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena, reforçou as críticas ao modelo de Parceria Público-Privada (PPP) adotado para a Cagepa.
A reportagem destaca que estados como Ceará e Goiás suspenderam ou reavaliaram licitações após receberem proposta de apenas uma empresa, por entenderem que a baixa concorrência compromete a busca pela melhor oferta. Na Paraíba, porém, o leilão foi mantido com um único participante.
Para Cícero, o processo foi conduzido com "pressa injustificável", sem garantir um debate amplo sobre um contrato que impactará o saneamento do estado por décadas.
"Enquanto outros estados optaram pela cautela, na Paraíba o Governo decidiu seguir adiante sem oferecer à sociedade a transparência que um contrato dessa dimensão exige", afirmou.
O pré-candidato aponta dois motivos para defender a revisão da concessão: *Questionamentos sobre a empresa vencedora* – Segundo Cícero, existem informações públicas sobre sanções administrativas aplicadas à Acciona em seu país de origem, o que justificaria um exame mais rigoroso da contratação. *Desequilíbrio contratual* – Ele também critica o modelo financeiro da PPP, que prevê pagamentos bilionários ao parceiro privado enquanto, segundo avalia, flexibiliza os prazos para a universalização dos serviços de água e esgoto.
Para Cícero, o cenário apontado pelo Estadão reforça as dúvidas sobre a modelagem adotada na Paraíba, já que especialistas atribuem a redução da concorrência em licitações de saneamento a contratos pouco atrativos e ao ambiente econômico.
O pré-candidato reafirmou que, se eleito, anulará a concessão da Cagepa e defenderá um novo modelo baseado em transparência, segurança jurídica e prioridade ao interesse público.
"Não somos contra os investimentos privados. Somos contra contratos que não garantam a melhor proposta para os paraibanos e coloquem em risco a universalização do saneamento e a boa aplicação dos recursos públicos", concluiu.




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