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Veneziano rejeita mudanças no núcleo da PEC do fim da escala 6×1 e cobra celeridade no Senado

O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB–PB) voltou a defender o fim da escala de trabalho 6×1 e afirmou que manterá posição favorável à adoção do modelo 5×2 durante a tramitação da proposta no Senado Federal. Em entrevista nesta segunda-feira (1º), o parlamentar destacou que acompanha o debate desde o ano passado e disse esperar que a matéria avance rapidamente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Segundo Veneziano, sua posição permanece inalterada desde que o tema ganhou força no Congresso Nacional. “Eu sempre defendi o fim da escala 6 por 1 e sempre convictamente defendi a escala 5 por 2. Não mudou absolutamente nada no meu posicionamento”, afirmou. O senador acrescentou que a análise da proposta pela CCJ será fundamental para avaliar os aspectos constitucionais e jurídicos da matéria antes da votação em plenário.

Durante a entrevista, o parlamentar demonstrou preocupação com sugestões apresentadas paralelamente à proposta aprovada pela Câmara dos Deputados. Para ele, a possibilidade de ampliar negociações diretas entre empregadores e trabalhadores sobre jornada de trabalho pode abrir espaço para situações de pressão sobre a classe trabalhadora. “É aí onde eu vejo que pode haver um risco, que é o risco do uso da imposição. Muitas das vezes isso acontece”, declarou ao programa CBN João Pessoa, da rádio CBN Paraíba.

Apesar das discussões em torno de alternativas ao texto original, Veneziano afirmou que pretende apoiar a proposta nos moldes em que ela chegou da Câmara. “Eu sou a favor da matéria como ela veio da Câmara. A matéria pode receber sugestões para aperfeiçoamento, mas o ponto central não pode ser desvirtuado”, ressaltou. Segundo ele, o objetivo principal da PEC deve continuar sendo a substituição da escala 6×1 pelo modelo 5×2.

O senador também comentou a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil–AP), de criar um grupo para analisar os impactos financeiros da medida. Embora analistas políticos apontem a possibilidade de atraso na tramitação, Veneziano acredita que a votação ocorrerá ainda no primeiro semestre. “Eu penso que a gente votará antes do final de junho. Decerto, antes do fim do primeiro semestre”, afirmou, citando o cronograma defendido pelo presidente da CCJ, Otto Alencar.

A discussão ganhou ainda mais relevância após a aprovação do texto-base da PEC pela Câmara dos Deputados. Na bancada federal da Paraíba, a proposta recebeu apoio da maioria dos parlamentares, reunindo votos favoráveis de deputados de diferentes correntes políticas. Agora, a matéria segue para análise do Senado, onde deverá enfrentar novos debates sobre os impactos da mudança na jornada de trabalho para trabalhadores, empresas e setores produtivos do país.


Fonte83

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