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Camila Mariz destaca avanços no combate à violência contra a mulher durante participação no Smart Cities Park


A primeira-dama da Paraíba, Camila Mariz, participou nesta quarta-feira (10) de um dos painéis do Smart Cities Park, realizado no Centro de Convenções de Campina Grande. O debate reuniu mulheres de diferentes áreas de atuação para discutir o enfrentamento à violência de gênero e a importância das políticas públicas voltadas à proteção feminina.

Durante entrevista concedida no evento, Camila ressaltou o papel da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup) na valorização da participação feminina nos espaços de debate e decisão, especialmente por meio do movimento Mulheres Municipalistas.

Segundo ela, embora o Smart Cities Park seja um evento voltado para tecnologia, inovação e cidades inteligentes, é fundamental que temas relacionados à proteção das mulheres também estejam presentes na programação.

“É um evento de tecnologia, de cidades inteligentes, que debate soluções para a educação, saúde e segurança pública. Mas é muito importante que, em um momento como esse, a gente também traga a mulher para o centro da pauta”, afirmou.

A primeira-dama integrou um painel ao lado de outras debatedoras, entre elas uma psicóloga, uma policial militar e uma comunicadora. Durante a discussão, foram apresentados dados sobre a violência contra a mulher e os avanços obtidos pela Paraíba nos últimos anos na implementação de políticas públicas de proteção.

Camila destacou que o Estado vem registrando resultados positivos no enfrentamento à violência de gênero. De acordo com ela, os crimes violentos contra mulheres tiveram redução de 39%, reflexo de um trabalho desenvolvido em rede por diversos órgãos e instituições.

“A Paraíba tem vivido uma transformação no cenário de proteção à mulher. Esse trabalho não começou agora, ele vem sendo construído há bastante tempo, e hoje podemos colher alguns frutos dessa atuação conjunta”, ressaltou.

Em um dos momentos mais emocionantes da entrevista, Camila compartilhou uma experiência pessoal que fortalece sua atuação na causa. Ela revelou ter perdido a mãe vítima de feminicídio quando tinha apenas 10 anos de idade, há 27 anos.

“Naquela época, esse assunto praticamente não era debatido. Muitas vezes as pessoas não interferiam quando acontecia um caso de violência dentro de casa. Eu vivi essa dor, mas consegui ressignificar essa história e transformar esse sofrimento em uma forma de ajudar outras mulheres”, declarou.

A primeira-dama destacou que o combate à violência doméstica depende do envolvimento de toda a sociedade e não apenas dos órgãos de segurança pública. Para ela, educação, saúde, assistência social e tecnologia devem atuar de forma integrada para ampliar a proteção às mulheres.

Camila também chamou atenção para a importância das medidas protetivas e do incentivo à denúncia. Segundo ela, é preciso combater a desinformação sobre os mecanismos de proteção existentes e fortalecer a rede de apoio às vítimas.

“É muito difícil para uma mulher denunciar. Muitas vezes ela está denunciando o pai dos seus filhos ou alguém com quem construiu uma vida. Por isso, precisamos oferecer acolhimento, apoio e informação para que ela consiga romper esse ciclo de violência”, afirmou.

Ao deixar uma mensagem às mulheres paraibanas, Camila reforçou a necessidade de romper o silêncio diante de situações de agressão e buscar ajuda.

“O caminho da transformação é construído diariamente. Ainda temos desafios importantes, mas estamos avançando. Para as mulheres que vivem algum tipo de violência, meu recado é: não se calem. Procurem ajuda. O primeiro passo para mudar essa realidade é denunciar”, concluiu.

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