O senador e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Efraim Filho, criticou duramente o processo de concessão envolvendo a Cagepa e afirmou ter sido “pego de surpresa” com o leilão realizado pelo Governo do Estado. Em tom de indignação, o parlamentar questionou a falta de transparência da operação e classificou o modelo adotado como “suspeito” e conduzido “nos bastidores”.
Segundo Efraim, a maioria da população paraibana desconhecia completamente os detalhes da negociação. Para o senador, o principal problema não é apenas o leilão em si, mas a maneira como o processo foi conduzido.
“O que fica mais forte do que o leilão ou não da Cagepa é essa forma de se fazer as coisas, de forma suspeita, sem transparência, de bastidores, negociando interesses e direitos do nosso estado. E quem paga a conta é o povo”, declarou.
O pré-candidato também atacou o que chamou de “velha política”, afirmando que o governo estadual teria conduzido a parceria público-privada de maneira apressada e sem o devido debate com a sociedade.
Durante a fala, Efraim citou ainda preocupações envolvendo a empresa participante do processo, mencionando supostos escândalos de corrupção ligados ao grupo no exterior.
“É revoltante uma empresa cercada de escândalos de corrupção participar desse processo. É essa a nova Paraíba? Entregar o patrimônio do povo para interesses privados e suspeitos?”, questionou.
O senador reforçou posicionamento contrário à privatização da Cagepa e defendeu a manutenção da companhia como uma empresa pública. “Água não é mercadoria, governador. Ela é direito do povo. Defendo uma Cagepa pública, forte, eficiente, transparente e comprometida com quem mais precisa”, afirmou.
Efraim Filho afirmou que a população paraibana merece respeito e cobrou mais clareza do governo sobre os termos da negociação. “Paraíba merece respeito, e não acordos que envergonham o nosso estado. Tem coisa errada aí”, concluiu.




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