Waléria Assunção critica gestão da saúde e diz que problema não está no “CPF do secretário”



A vereadora Waléria Assunção comentou as recentes mudanças no comando da Secretaria de Saúde de Campina Grande e afirmou que a troca de gestores não resolve os problemas estruturais enfrentados pela área. Em entrevista à imprensa, a parlamentar avaliou que as dificuldades do setor estão relacionadas à falta de planejamento e transparência na aplicação dos recursos.

Segundo Waléria, embora a indicação de um nome técnico para a pasta possa contribuir, a solução para os problemas da saúde municipal depende de mudanças mais profundas na gestão.

“Eu acho que o problema da saúde não está no CPF de quem administra a secretaria. Não é o secretário de saúde que vai resolver os problemas”, afirmou.

A vereadora citou dificuldades enfrentadas pela população no atendimento básico, como a falta de medicamentos nas farmácias, equipamentos quebrados nas unidades de saúde e problemas no sistema de marcação de consultas especializadas.

“Hoje o cidadão não sabe como faz para marcar uma consulta especializada, porque o sistema de marcação não funciona, é falho”, declarou.

Waléria também criticou o que classificou como falta de transparência na aplicação dos recursos destinados à saúde, afirmando que a Câmara Municipal não tem acesso a informações detalhadas sobre os gastos da pasta.

De acordo com a parlamentar, a gestão municipal não tem enviado balancetes da saúde para apreciação do Legislativo, o que dificulta o trabalho de fiscalização dos vereadores.

A vereadora também comentou o arquivamento de investigação relacionada a supostos problemas nos repasses para a saúde e afirmou que a oposição solicitou a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) justamente para obter acesso a informações que não estariam sendo disponibilizadas.

“Quando solicitamos a CPI foi justamente para ter acesso a essas informações que a gente não tinha”, disse.

Por fim, Waléria Assunção respondeu à sugestão do vereador Alexandre do Sindicato, que defendeu que a oposição deveria pedir desculpas ao prefeito Bruno Cunha Lima após o arquivamento da investigação. Para a vereadora, quem deveria se retratar é o próprio gestor municipal.

“Quem tem que pedir desculpas é o próprio prefeito, ao cidadão que não tem acesso aos serviços de saúde e aos servidores públicos que estão sendo prejudicados”, concluiu.


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