Não entendi até agora essa blindagem para livrar a CAGEPA de uma investigação que só uma CPI é capaz.
A grande João Pessoa vive uma crise hídrica sem precedentes, mas a barragem de Gramame/Mamuaba a lâmina d'água lambe a borda e, vez por outra, até transborda de tão cheia.
Denúncia de estouro de esgotamento sanitário correndo a céu aberto e contaminando a população, sem falar no esgoto clandestino jorrando para o mar por falta de fiscalização.
Nas emissoras há mordaça para o tema, mas ligações impedidas de ir ao ar contabilizam a revolta da população com a falta de água nas torneiras ou com o pinga-pinga, uma alternância de dias com água e dias sem água que causa a revolta nos bairros ricos e pobres da região metropolitana .
O que estaria acontecendo? O governador João Azevedo foi o secretário de infraestrutura e recursos hídricos durante os pito anos de Ricardo Coutinho, somados aos oito anos como governador, teremos 16 anos como responsável pela segurança hídrica
Quem vamos culpar, caso o problema seja de falta de investimentos e sucateamento da CAGEPA?
Há quem perceba outra nuance nessa crise hídrica e inoperância da CAGEPA. Teria sido de propósito vender a valiosa concessão do sistema de água e esgotos da Paraíba.
O tempo passa, as rádios continuam blindadas e a revolta da população e dos empresários prejudicados aumenta.
Só uma CPI da CAGEPA para chegarmos ao âmago do problema, um completo escaneamento dessa crise, apontando culpados e prováveis beneficiados.
Em tempo: soube que o edital de privatização estaria pronto e os vencedores já acampados em João Pessoa.
Dércio Alcântara



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