Mesmo com o ano legislativo praticamente no início, a Câmara dos Deputados já apresenta números que acendem o alerta sobre o uso de recursos públicos. Sob a presidência de Hugo Motta, os gastos com publicidade e autopromoção dispararam e já consomem quase metade de toda a verba destinada ao chamado “cotão parlamentar” em 2026.
Dados oficiais mostram que, desde o retorno das atividades em 2 de fevereiro, os deputados federais gastaram R$ 13,2 milhões da cota de exercício da atividade parlamentar. Desse total, impressionantes R$ 6,4 milhões — o equivalente a 49% — foram destinados exclusivamente à chamada “divulgação da atividade parlamentar”, que na prática se traduz em publicidade pessoal, promoção em redes sociais, produção de vídeos, peças publicitárias e assessoria de imagem.
O número chama ainda mais atenção porque janeiro foi mês de recesso parlamentar. Mesmo assim, os cofres públicos bancaram R$ 12,3 milhões em despesas do cotão, enquanto a população brasileira enfrentava desafios econômicos e cortes em áreas essenciais.
Propaganda lidera ranking de despesas
A publicidade aparece isolada como principal destino dos recursos. O segundo maior gasto é com aluguel de veículos, que consumiu R$ 2,4 milhões, representando 19% das despesas.
Na prática, isso significa que a prioridade financeira de muitos parlamentares está longe de ser estrutura técnica, estudos ou projetos legislativos, e mais próxima da construção de imagem e manutenção de capital político.
R$ 240 milhões em um único ano
Em 2025, o cotão parlamentar custou impressionantes R$ 240 milhões aos contribuintes. Apesar de ser uma leve redução em relação aos R$ 251 milhões gastos em 2024, o valor continua elevado e sob constante questionamento por órgãos de controle e pela sociedade.
Gestão sob pressão
A explosão de gastos com publicidade ocorre justamente no início



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