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Empresário Artur Bolinha critica homenagem a Lula no Carnaval do Rio e fala em “crimes eleitorais”

O empresário paraibano Artur Bolinha usou as redes sociais para criticar duramente a homenagem feita ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante desfile no Carnaval do Rio de Janeiro, na Marquês de Sapucaí.

Na gravação, Bolinha classificou a apresentação como um “verdadeiro desfile de crimes eleitorais”, alegando que uma escola de samba teria utilizado recursos públicos para prestar homenagem ao presidente em ano eleitoral, o que, segundo ele, seria proibido pela legislação.

“O que assistimos foi um desfile de crimes eleitorais praticado na Marquês Sapucaí”, afirmou. Ele sustenta que a homenagem teria caráter eleitoral e que isso violaria as regras vigentes.

Na fala, o empresário também criticou a forma como o ex-presidente foi representado no desfile, mencionando que houve caracterização que, segundo ele, teria desrespeitado a imagem presidencial. Além disso, afirmou que evangélicos também teriam sido ofendidos, prestando solidariedade ao segmento religioso.

Bolinha levantou ainda questionamentos sobre a responsabilidade do presidente no episódio. “É óbvio que Lula sabe que aquilo é proibido”, declarou, insinuando que o chefe do Executivo teria ciência das restrições legais.

O empresário apresentou duas hipóteses sobre o que teria motivado o episódio. A primeira, segundo ele, seria uma demonstração de que “não existe mais instituição” e que o presidente estaria “acima de tudo e de todos”. A segunda hipótese levantada foi a de que Lula estaria, supostamente, buscando a própria inelegibilidade, antecipando uma eventual derrota eleitoral.

“Ou ele quis provar que está acima de tudo e de todos, ou está buscando a sua inelegibilidade”, afirmou.

Ao final da manifestação, Bolinha declarou repúdio ao que chamou de irregularidade e defendeu que a Justiça Eleitoral apure os fatos e, caso haja ilegalidade, aplique punições. “Espero que a Justiça Eleitoral desse país se faça presente e puna de forma severa para que nunca mais algo dessa natureza aconteça”, concluiu.

Até o momento, não houve posicionamento oficial da Presidência da República ou da escola de samba citada nas declarações sobre as críticas apresentadas pelo empresário.

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