O empresário Artur Bolinha utilizou suas redes sociais para alertar sobre os possíveis impactos econômicos e trabalhistas da eventual extinção da escala de trabalho 6x1 no Brasil. Segundo ele, embora o debate tenha ganhado espaço em diferentes setores, a medida pode gerar efeitos negativos, sobretudo para atividades ligadas à produção e ao comércio.
De acordo com Artur Bolinha, a maior parte dos setores administrativos, repartições públicas, bancos e áreas burocráticas já não adota a escala 6x1, o que concentra esse modelo principalmente nas atividades produtivas e de vendas. Para o empresário, modificar essa realidade sem uma análise aprofundada pode comprometer diretamente o funcionamento das empresas e a renda dos próprios trabalhadores.
Em sua avaliação, a revogação da escala 6x1 nesses segmentos tende a provocar aumento dos custos operacionais, elevação dos preços e redução dos resultados financeiros das empresas, criando um cenário favorável a dificuldades econômicas e, consequentemente, a demissões.
Como exemplo prático, Artur Bolinha citou o caso de uma loja de shopping que funciona de domingo a domingo e opera atualmente com cinco vendedores, com faturamento mensal em torno de R$ 100 mil. Com o fim da escala 6x1, a empresa precisaria contratar ao menos dois novos colaboradores para manter a mesma carga horária de funcionamento. No entanto, segundo ele, o faturamento não aumentaria, o que levaria à divisão da mesma receita entre mais funcionários.
“Na prática, isso reduz o ganho individual de cada colaborador, especialmente daqueles que recebem por comissão. O trabalhador passa a ganhar menos, perde estímulo e desempenho e, muitas vezes, acaba deixando a empresa”, destacou.
Esse cenário, segundo o empresário, gera um ciclo negativo de queda no faturamento, aumento das despesas e enfraquecimento do negócio, podendo levar ao fechamento de empresas, especialmente no comércio. Para ele, o discurso de que a mudança resultaria automaticamente em mais empregos não se sustenta quando analisado à luz da realidade econômica.
Artur Bolinha também alertou para o risco de decisões tomadas sob pressão popular ou discursos populistas. “Esse é um debate que precisa ser feito com responsabilidade e base técnica. Se a proposta avançar no Congresso sem uma análise criteriosa, o impacto pode ser devastador para a economia e irreversível no futuro”, concluiu.



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