De foguete a míssil: Efraim muda o tom, abandona o slogan leve e parte para o ataque total na política paraibana

Se antes o senador Efraim Filho se apresentava como o “senador do foguete”, agora o discurso ganhou outra potência. O estilo deixou de ser de lançamento simbólico e passou a se assemelhar a um míssil em trajetória direta, disparando críticas contra todos os governos que, segundo ele, representam o mesmo modelo político na Paraíba. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (10), Efraim adotou um tom duro, sem poupar nem o Governo do Estado nem a Prefeitura de João Pessoa, marcando posição como oposição integral e pré-candidato ao Governo da Paraíba.

O senador afirmou que passou a enfrentar o que chamou de “república dos contra-cheques”, uma crítica direta à estrutura política que, segundo ele, se sustenta em cargos, acomodações e interesses, mas não entrega resultados à população. Para Efraim, tanto o governo estadual quanto a gestão da capital seguem a mesma lógica administrativa.

“Ninguém se responsabiliza, ninguém fala de entregas, ninguém fala de resultados”, afirmou o senador, ao listar problemas que, segundo ele, evidenciam o esgotamento do atual modelo. Entre os pontos citados estão o caos na saúde pública, falhas na merenda escolar, o fechamento de empresas de energia renovável, setor que ele classifica como vocação econômica da Paraíba, e a persistente escassez de água no Sertão.

Efraim também fez questão de destacar que sua trajetória recente foi marcada por rupturas políticas. Segundo ele, romper com governos teve custo alto, mas foi uma escolha necessária para sustentar um discurso coerente de mudança. No vídeo, o senador se coloca como oposição em todas as frentes: ao governo federal, ao Governo do Estado e à Prefeitura de João Pessoa.

Efraim Filho citou o também pré candidato ao governo, o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, afirmando que, apesar de tentativas de se apresentar como dissidência, sua gestão estaria alinhada ao mesmo modelo estadual. Para Efraim, não há ruptura real quando se defende ou se elogia a estrutura atualmente no poder.

“Oposição ao PT, oposição ao PSB e oposição à prefeitura da capital”, destacou, em tom enfático, ao defender que apenas quem rompeu com essas estruturas pode, de fato, falar em mudança na Paraíba.

Ao mirar possíveis adversários, o senador também criticou nomes que, segundo ele, representam continuidade administrativa, mesmo quando tentam se apresentar como novidade. Para Efraim, candidaturas ligadas direta ou indiretamente ao atual governo não oferecem uma alternativa real ao eleitorado.

O senador destacou que a Paraíba “está cansada desse tipo de jogo” e sinalizou que sua pré-candidatura se ancora na ideia de ruptura com o modelo vigente.

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