Durante reunião que debateu a crise na saúde pública de Campina Grande, o vereador Wellington Cobra fez um pronunciamento contundente ao relatar a grave situação enfrentada por instituições de saúde do município, que ameaçam paralisar atendimentos a partir do dia 1º de fevereiro por falta de recursos financeiros.
Segundo o parlamentar, o cenário tem se agravado dia após dia e já chegou a um ponto considerado insustentável. “A gente acompanha com muita preocupação e lamenta profundamente todo esse caos na saúde de Campina Grande”, afirmou. Ele destacou que a possível paralisação não ocorre por vontade das instituições, mas pela ausência de repasses que seriam de direito delas.
Wellington Cobra citou como exemplo entidades que prestam serviços relevantes à população, como a FAP, e classificou como humilhante a situação enfrentada pelos gestores dessas instituições, que precisam cobrar insistentemente valores que já deveriam ter sido pagos. “São instituições que fazem um trabalho tão bem feito e ainda precisam se humilhar para receber esses repasses”, declarou.
O vereador também levantou questionamentos sobre recursos já recebidos pelo município. De acordo com ele, cerca de R$ 17 milhões teriam sido repassados à Prefeitura, mas não chegaram às instituições de saúde. “A nossa pergunta é: por que esse dinheiro não foi repassado? Para onde está indo? Qual a finalidade? Está sendo usado para outra folha, outra situação? Pode esse recurso ser utilizado para outra finalidade?”, indagou, ressaltando que nem os vereadores nem as próprias instituições têm obtido respostas claras.
O parlamentar explicou que a presença dos vereadores na reunião teve como objetivo principal buscar explicações e, sobretudo, uma solução para o problema. Ele alertou que o fechamento dessas instituições traria consequências graves para a população e poderia levar o sistema de saúde municipal ao colapso.
Ao final do encontro, ficou definida a realização de uma nova reunião, prevista para ocorrer com a presença dos secretários de Finanças e de Saúde, além do prefeito. Para Wellington Cobra, a expectativa é que o encontro possa, de fato, apontar caminhos para resolver o impasse. “Esse não é um problema de agora. É algo que vem se arrastando e piorando mês após mês. É lamentável para o nosso município”, enfatizou.



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