Ao tratar da possibilidade de apoio do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, já no primeiro turno, Veneziano afirmou que a decisão cabe exclusivamente ao gestor campinense. Segundo ele, é preciso compreender as particularidades partidárias vividas por Bruno, que é filiado ao União Brasil e possui alianças consolidadas no campo político local. “É uma decisão que cabe a ele tão somente. Não é necessário que esse convite seja feito mais uma vez. O Bruno sabe que estar entre nós nesse primeiro momento seria muito importante”, declarou.
O senador ressaltou ainda que não considera adequado pressionar ou insistir publicamente sobre o tema. “Prefiro pedir a compreensão para que não soe da minha parte como algo descortês, impertinente ou inapropriado. Essa questão é eminentemente do prefeito”, afirmou, destacando os laços políticos construídos em processos eleitorais anteriores, tanto com ele próprio quanto com outras lideranças da oposição.
Veneziano também comentou sobre a expectativa em torno da definição do segundo nome para a disputa ao Senado, citando o padre Fabrício como um dos convidados. Segundo o senador, tanto Bruno Cunha Lima quanto o religioso já foram formalmente convidados por ele e por Cícero Lucena para integrar o projeto, mas reforçou que a decisão depende exclusivamente de cada um. “É o sentimento dele de coração, ouvindo aos seus. No caso do padre, não é uma decisão simples, porque se trata de uma missão sacerdotal plena e muito importante”, ponderou.
Ao reconhecer que a indefinição tem impactos práticos no andamento do projeto, Veneziano foi direto ao admitir dificuldades. “Tem atrapalhado, também nunca neguei isso. A ausência de um companheiro ou de uma companheira termina levando a apoiadores e apoiadoras que já estão postas”, disse. Ainda assim, afirmou que o grupo opta por aguardar mais um tempo, diante da expectativa de viabilizar a chapa considerada ideal. “Se eu dissesse o contrário, estaria simplesmente desconhecendo o óbvio”, concluiu.



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