Em entrevista ao Programa Correio Debate, nesta segunda-feira (5), o senador Efraim Filho (União Brasil-PB) afirmou que sua solidariedade não é direcionada ao governo da Venezuela, mas sim ao povo venezuelano, que, segundo ele, foi forçado a deixar o país em busca de melhores condições de vida.
De acordo com o senador, milhares de venezuelanos precisaram fugir para o Brasil e outros países em razão da situação política e social vivida sob o comando de Nicolás Maduro. Durante a entrevista, Efraim declarou que Maduro teria sido deposto por, segundo ele, liderar uma organização criminosa internacional ligada ao tráfico de drogas.
“O aparato do governo venezuelano era usado para fazer cocaína e droga entrar nos Estados Unidos, na Europa e em outros países”, afirmou o parlamentar, dizendo que, na sua avaliação, essas acusações estariam comprovadas.
Efraim Filho também comentou sobre a atuação dos Estados Unidos, ressaltando que, conforme sua visão, não houve uma ocupação direta do país, mas sim uma intervenção pontual. Ele destacou que a vice-presidente da Venezuela teria permanecido no comando do país.
O senador afirmou ainda não sentir compaixão por Maduro e declarou apoio à ação norte-americana. Para Efraim, a medida foi direcionada contra um governante que, segundo ele, se manteve no poder mesmo após perder eleições. “Sou favorável à intervenção que os Estados Unidos fez contra um ditador que não quis sair do poder, mesmo perdendo as eleições”, disse.
Ao final da entrevista, o senador criticou o que classificou como a falta de debate aprofundado sobre os fatos envolvendo a crise venezuelana no cenário internacional.


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