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Coronavírus: 2ª onda na Europa está avançando mais rápido que a 1ª, dizem especialistas

 



A segunda onda da covid-19 na Europa está se espalhando mais rápido do que a primeira, afirmou hoje o infectologista Arnaud Fontanet, que é conselheiro científico do governo francês no combate à pandemia. 

"O vírus está circulando com mais rapidez... a segunda onda da pandemia começou em agosto", disse Fontanet ao canal BFM TV.

O infectologista afirmou que a França havia conseguido controlar a pandemia ao final de julho, o que deu às autoridades uma falsa sensação de segurança. Com algumas medidas relaxadas, os casos voltaram a subir ao fim de agosto. 

"Houve uma semana de frio em setembro e todos os indicadores foram na direção errada novamente em toda a Europa. O vírus se espalha mais facilmente no frio porque nós ficamos mais em ambientes fechados", declarou o especialista.

De acordo com o infectologista, os hospitais provavelmente enfrentarão uma situação crítica como a encarada no pico da pandemia. 

"Nós temos as ferramentas para nos proteger contra o vírus, mas enfrentaremos um período difícil", afirmou Fontanet.

Não é 'ondinha'

Seguindo a mesma linha, o diretor-geral da AP-HP —rede de 39 hospitais públicos da região de Paris—, Martin Hirsch, disse hoje que é "possível" que a segunda onda da covid-19 na França "seja pior do que a primeira". 

De acordo com Hirsch, nos últimos meses, houve uma percepção de que não haveria um forte retorno da epidemia, ou que haveria uma "ondinha". Mas "a situação é o contrário", declarou o alto funcionário em entrevista à rádio RTL.

A rede AP-HP forma o maior conjunto de hospitais universitários da Europa, responsável pelo atendimento de 8,3 milhões de pacientes. Além da situação na região parisiense, o diretor-geral desses estabelecimentos destacou que "o número de hospitalizações pela covid-19 aumenta em várias regiões do país, o que torna o cenário assustador".

A França já soma um total de 34 mil mortes pela doença e, até ontem, havia 2.239 pacientes internados em terapia intensiva, o maior número de casos necessitando de reanimação desde maio. 

(*Com informações da RFI)

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